A DANÇA RODOPIANTE DOS DERVIXES NA TURQUIA

Resultado de imagem para A INICIAÇÃO SUFI


A dança rodopiante dos dervixes / Turquia



A dança rodopiante também é conhecida como a Ordem Mevlevi e deriva da teoria da Celaleddin Rumi, segundo a qual os seres humanos com a ajuda de música e dança podem alcançar um estado de êxtase que os liberta da dor da vida diária, purificando sua alma e enchendo os com amor. Apesar do fato de que Celaleddin Rumi é mundialmente conhecido como o fundador dos dervixes rodopiantes da dança (Sema), foram os seus seguidores que a estabeleceram. Mevlana tambem não fundou a irmandade dos dervixes. Os companheiros que acreditavam em suas idéias criaram o grupo inspirado na teoria mística de Mevlana. Os dervixes levam uma maneira disciplinada de viver combinando a espiritualidade e o amor com a música e a dança.

dervixesdervixes rodopiantes


















 O Sema consistia em um rito que era realizado no Semahane. Havia um Xeke que representava Mevlana. Ele estava vestido com uma roupa feita de pele animal. Os dervixes usavam uma longa saia branca e um casaco branco que simbolizava o seu pano sepultural. Eles também colocavam um casaco preto que simbolizava o seu túmulo e o seu chapéu cônico simbolizava a sua pedra tumular. Inicialmente, há uma recitação comum seguida de um recital de flauta. Depois, os dervixes curvam-se ao Xeque e beijavam sua mão e deixavam seu casaco preto cair no chão. Isto simboliza a saída do túmulo. Continuamente, eles estendem suas mãos, a palma da mão direita virada para cima (para obter a graça de Deus) e a palma da mão esquerda voltada para baixo (para passar esta graça para o mundo). Enquanto os músicos estão tocando os seus instrumentos, eles giram cada vez mais rápido. Durante o giro, os dervixes experiênciam uma dança extática e atingem o sentimento chamado de "final ".
dervixedanca dervixes

Fonte:http://www.turismogrecia.info/guias/turquia/a-danca-rodopiante-dos-dervixes


DERVISHES RODOPIANTES NA TURQUIA (CAPADÓCIA)



Ampliando Horizonte: Os Dervixes e a Dança do Cosmos
revistatrustme_dervixes3Os Dervixes são homens com roupas brancas que aparecem girando no sentido anti- horário. Usam um chapéu na cabeça que parece um grande dedal.
O termo dervixe (mendigo, mendicante) tem origem no idioma persa e se refere a um muçulmano asceta (praticante da renúncia do prazer e satisfação de algumas necessidades primárias, com o fim de atingir a iluminação espiritual) do segmento sufista (tendência exotérica e mística) do Islã. Eles fazem parte da irmandade Mevlevi criada na primeira metade do século XIII pelo filósofo e poeta místico Jelaluddin Mevlana Rumi, na cidade turca de Konya.
Esse ritual é um dos mais conhecidos e é chamado de Sama ou Sema, que é a oração em movimento, em que os fiéis podem girar por horas entrando em êxtase profundo, pois os liberta da dor da vida diária, purificando a alma e enchendo-os com amor. No Oriente Médio acredita-se que quando eles estão nesse êxtase o corpo deles fica aberto para receber a energia divina. Os sultões turcos sempre consultavam os Dervixes em tempos difíceis. O girar deles gerava um efeito relaxante e hipnótico no qual os sultões podiam buscar orientação.
Durante essa cerimônia religiosa solene acredita-se que o poder divino entra pela palma da mão direita, apontada para cima, passa pelo corpo e sai pela palma da mão esquerda, apontada para baixo, em direção à terra. O Dervixe não retém o poder nem o direciona. Ele aceita que é o instrumento de Deus e, portanto, não questiona o poder que entra e sai dele.
No Egito, a dança de giros dos Dervixes é chamada de Tanura, que em árabe antigo quer dizer saia e, que ao contrário da dança realizada na Turquia, onde em geral eles estão vestidos de branco, no Egito é dançada com saias bem coloridas.
Quando o dançarino da Tanura se move, ele é como o sol, e os dançarinos ao redor são os planetas. Ele desamarra e tira várias saias diferentes durante a dança. Seus rodeios simbolizam a sucessão das quatro estações e os movimentos no sentido anti-horário são exatamente como o movimento ao redor do “Kaaba” (o santuário sagrado de Meca).
Na novela Salve Jorge, da Globo, que se passou na Turquia, eles souberam aproveitar bem essa ideia em uma cena que mostra os meses passando rapidamente através do rodopio das saias de uma dançarina de Tanura.
Existem várias irmandades de sufis, com características distintas entre si, mas sempre tendo por crença o crescimento interior como forma de integração com o Criador. Dizem que, enquanto um islâmico comum pode orar a Deus por obrigação, o sufi tem por objetivo unir-se a Ele.
Encerro esta pequena viagem “rodopiante” com uma frase de Vitor Hugo: “Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos”.

Texto: Maria Helena Magalhães Sarmento Afonso

Maria Helena1
Maria Helena Magalhães Sarmento Afonso é Mestre em Comunicação, Pós Graduação em Sucesso Empresarial e Marketing Internacional , cursos de extensão em Marketing e Comércio Exterior na FGV. Coach certificada pela Integrated Coaching Institute. Diversos cursos no exterior sobre temas internacionais e interculturais. Palestrante internacional, professora de Pós Graduação no Mackenzie e diretora da DBI Foreign Trade.
Clique aqui e... Boa Dança dos Cosmos!
revistatrustme_capadociaA #dicatrustme é: Não deixe de ver um ritual desses. Assistir a um vídeo no youtube apenas, não trará a verdadeira sensação do que significa a dança. Viajar é isto… É entrar e viver a cultura dos locais que se visita. Às vezes, olhando no seu computador, no conforto da sua casa, este vídeo pode não fazer o menor sentido. Já quando se está lá, tomado por toda aquela atmosfera religiosa, ainda que você não acredite em nada, irá  se envolver e se surpreender.
Na Turquia é possível admirá-lo em diversos lugares. Em Istambul, acontece na Blue Mosque ou Mesquita Azul, nos horários pré-determinados. Na Capadócia, uma das regiões mais visitadas do país, o ritual de dança dos dervixes é realizado numa caverna subterrânea, onde, em silêncio, o público vai chegando e aguarda a entrada dos músicos e dançarinos. Ao longo de 45 minutos tudo o que se ouve é a música inebriante e, se conseguir ficar de olhos abertos, já que a vontade de entrar em êxtase é muito grande, você verá as saudações, os giros e movimentos de pés dos sufis, que ficam concentrados em seus lugares durante toda a cerimônia.
#dicatrustme – por Paloma Denaro
Fonte:http://revistatrustme.com.br/turquia-dervixes/

Istambul – O ritual místico dos dervixes rodopiantes

Rodopiar para entrar em transe. É mais ou menos essa a ideia de turcos que são chamados de “dervixes rodopiantes”. Calma, eu explico. Nas minhas pesquisas para a viagem à Turquia, li no blog A Turista Acidental sobre religiosos na Turquia que rodam e rodam em torno do próprio corpo num ritual com música e vestimentas próprias e que acreditam que assim podem atingir o nirvana. Achei curioso e vi que eles fazem apresentações em alguns lugares de Istambul. Não sou muito chegada a meditação, nem sou uma pessoa religiosa, mas fiquei intrigada e vi que essas apresentações atraíam turistas que queriam ver os tais turcos rodopiando. E quando cheguei a Istambul resolvi que ia pagar (literalmente, 40 liras) para ver o que era esse negócio de rodopiar.
O islamismo tem um braço místico chamado Sufismo. Sufistas são pessoas que buscam encontrar o “divino” em rituais de meditação com orações, dança e música, para tentar uma comunhão direta e em êxtase com Alá (que é o Deus dos islâmicos). Uma das vertentes do Sufismo é a Mevlevi,  que é bem conhecida pois seus integrantes são os tais dervixes rodopiantes, que rodopiam para entrar em transe, usando saias longas e coloridas e uma espécie de turbante na cabeça.
A “dança” dos dervixes rodopiantes (em inglês, whirling dervixes) é chamada de Sema, que é a busca por Deus e pela verdade, do amor e união com Deus.
O ritual a que assisti aconteceu numa sala da estação de trem de Sirkeci, em Istambul, demorou cerca de uma hora e começou com uns seis ou sete músicos tocando e cantando umas músicas que mais lembravam mantras. Duas ou três músicas depois, entram os seis ou sete dervixes, de capa preta e um dervixe que pareceu ser o “mestre”.
A “banda” dos dervixes rodopiantes
Os dervixes rodopiantes ainda de capa, antes de começarem a rodar. Atrás, a turistada sentada
Depois de retirarem as capas, e ao som do cântico, os dervixes se cumprimentam e começam a rodar em volta do próprio corpo, girando os pés, de olhos fechados. Giram, giram, por minutos seguidos. Fazem uma fila e depois voltam a girar novamente. Enquanto giram, os braços são posicionados para cima, com uma mão voltada para a terra e outra para o céu. E você, turista como eu, fica lá, admirado de como os caras conseguem girar por tanto tempo e de olhos fechados, sem cair.
Os dervixes em ação: rodopiando
Nos pés, uma botinha baixinha. Na cabeça, uma espécie de turbante
Dervixes girando bem rápido
Quem curte meditação e é mais místico provavelmente vai adorar ver os dervixes. Quem, como eu, não é tão místico, vai achar interessante, sem chegar a ficar entediado. Eu confesso que fiquei na dúvida se valia ou não a pena ir ver os dervixes, porque em todos os lugares onde vi que eles se apresentavam, eles cobram de 35 a 60 liras turcas por pessoa (o que equivalia a 35  a 60 reais). A minha conclusão após ter ido foi de que, se você não está tão apertado de grana, vale sim, pela cultura que adquire e porque os caras realmente rodam de uma maneira que impressiona.
Vejam o vídeo que fiz na cerimônia para terem uma ideia melhor do que é a apresentação.
Pelo que pesquisei, há três ou quatro lugares onde dervixes se apresentam (por favor, quem souber de mais lugares, deixe a dica na caixa de comentários). Num restaurante próximo do meu albergue havia uma apresentação por 35 liras, preço que incluía também shows de músicas típicas turcas e dança do ventre. Eu achei esse lugar meio “turistão” demais e como tinha a dica de duas pessoas que foram à apresentação na estação de trem Sirkeci, em Istambul, achei melhor ir lá. De qualquer maneira, saiba que as apresentações são sempre à noite (não sei por que). E que lá, você não vai receber nenhuma explicação sobre o que é o sufismo, ou os dervixes, nem nada. Por isso, leia antes sobre a cerimônia ou pegue panfletos explicativos quando comprar os ingressos.
Comprei os ingressos com algumas horas de antecedência, no escritório de uma empresa cultural turca chamada Les Arts Turcs, que fica bem ao lado da Cisterna da Basílica, e pertinho da Mesquita Azul e da Aya Sofya (pontos turísticos que você certamente visitará). O endereço de lá é Incili Cavus Sokak, número 37, no terceiro andar. Esse escritório abre das 10h às 22h, mas na hora do almoço eles fecham. Eles têm outro escritório, perto da entrada do Palácio Topkapi, na Ishakpasa Cad., número 6, que fica aberto das 10h às 20h. Os emails deles são info@lesartsturcs.com e dervish@lesartsturcs.com. O site é www.lesartsturcs.com . Pagamos 40 liras turcas por pessoa.
Outro lugar em que há apresentações para turistas é um centro cultural chamado Hodjapasha, indicado pelo nosso albergue. Esse estava cobrando 50 liras turcas, com direito a uma bebida. O site deles é http://www.hodjapasha.com/
O mais caro era assistir à cerimônia num mosteiro dos sufistas em Istambul, o Mosteiro Mevlevi, que fica na Galip Ded Cad 15, no bairro de Beyoglu, um pouco mais distante da região central de Istambul. O pessoal do Les Arts Turcs também vendia ingressos para lá, por 60 ou 80 liras por pessoa, não me lembro bem. No mosteiro a apresentação durava quase duas horas.
E pelo que percebi, esses lugares se alternam nos dias de apresentação: enquanto um tem cerimônias às terças e quintas-feiras, o outro tem às quartas-feiras, o outro nos outros dias da semana. Ou seja,praticamente todo dia da semana rola uma apresentação de dervixes em algum lugar da cidade.
Ouvi dizer que às vezes há turcos vestidos de dervixes rodopiando na rua para receber uns trocados, mas não vi nenhuma dessas figuras enquanto estive em Istambul.
Para saber mais sobre os dervixes rodopiantes, leia este texto em inglês.

Fonte:http://www.viciadaemviajar.com/rodopiando-para-entrar-em-transe-em-istambul/#.Wane8siGOUk

Rodopios e êxtase místico


Os dervixes são monges muçulmanos que geralmente adotam uma vida nômade de abnegação e que fazem votos de pobreza, humildade e castidade. 
A palavra dervixe vem do persa e significa monge maometano, há diversas grafias possíveis para estes monges, sendo as mais comuns além de dervixe, dervis e dervishe.  
 Os dervixes têm a sua origem em um dos momentos mais esplendorosos da historia do Islão durante o século XIII na Turquia. São um grupo que está agrupado dentro do sufismo , rama mística, filosófica, cientifica e poética do Islão.

Estes monges são vistos muitas vezes como mendigos, pedindo dinheiro, porém não podem gastar este dinheiro com eles mesmos, eles são obrigados a dar este dinheiro para outras pessoas pobres.
Há varias ordens de dervixes que apareceram e desapareceram durante os séculos  e cada uma tem o seu fundador, seus trajes característicos e o seu ritual que pode variar podendo ser a repetição de frases sagradas ou danças giratórias, como as características da ordem Mevleví da Turquia. 
Esta ordem de dervixes rodopiantes (dervishes mevlevíes), foi fundada pelo poetaJelaluddin Mevlana Rumi no século XIII e centro desta ordem está em Konya, na Turquía  cidade onde  também atualmente descansam os restos mortais do poeta numa mesquita que foi convertida em museu. 

Os mevlevíes deram ao mundo uma série de músicos e poetas dentre eles se destacam Sheikh Ghalib, Ismail Ankaravi e Abdullah Sari.
A ordem mevleví foi proibida na Turquia em 1923 por Kemal Ataturk, mas nos anos 50, o governo deu-se conta que a dança dos dervixes era uma grande atração turística e permitiu novamente que os dervixes mevlevíes realizassem a sua dança. Hoje em dia os dervixes costumam apresentar-se na Turquia em lugares turísticos e também em festivais estrangeiros de musica.
A dança giratória desta ordem é uma dança-meditação chamada de Sema que é unicamente masculina e é acompanhada por flauta, tambores e violinos chamados kamanché. A Sema somente foi proclamada como cerimonia mevleví em 2005 e em 2008 foi inscrita na lista representativa do Patrimonio Cultural Inmaterial da Humanidade da UNESCO.
Os homens giram sobre si mesmos com os bracos estendidos facilitando estados alterados de consciência e de êxtase místico.  A essência deles é girar seguindo a direção do coração.  
A mão direita coloca-se estendida com a palma da mão virada para cima e a mão esquerda se dirige para a terra. Desta forma os dervixes sao como um canal, os mediadores entre o céu e a terra. Assim, com este rodar rítmico, pretende-se entrar em união com o Todo e observar a face de Deus  em todas as partes.
Vejam no video a seguir, uma apresentação de dervixes:


" Dançar para elevar-se, dançar baile de poesia, séculos de ciência, rotação na alegria, Alá é um grande sorriso. Dançarão, sim, dançarão durante toda a noite e muitos dias próximos, vão girar até ficarem exaustos, cairão no chão e cantarão suave e lentamente até o amanhecer. Dormirão para sonhar que são planetas, sois e astros errantes que giram à procura de Deus ".

Fonte:http://sobrepovoseculturas.blogspot.com.br/2011/04/rodopios-e-extase-mistico.html

Sufismo: O Mistério dos Dervixes


Enciclopédias e muitos autores definem o sufismo como uma seita mística muçulmana. Esse é o primeiro equívoco controverso que alimenta o mistério em torno dessa Irmandade tão enigmática. Fontes da Tradição afirmam que o sufismo é muitíssimo mais antigo que o Islã. Também afirmam que suas doutrinas e práticas estão infiltradas em muitas religiões, outras Irmandades, diferentes culturas e sua origem está situada milhares de anos no passado. Reivindicam um passado de 70 mil anos! Antes do Dilúvio sumério, do Noé-Gilgamesh.
Os membros da Irmandade Sufi foram ou são conhecidos
por nomes outros: Amigos da Verdade, os Construtores, os Mestres, [como os maçons], Povo do Caminho [como os Essênios pré-Cristãos] e muitas outras denominações que circularam como sinônimas ─ muito antes da religião muçulmana ser inventada pelas elites árabes de meados do primeiro milênio, necessitadas de uma força de coesão política que fizesse frente aos avanços territoriais e culturais da civilização cristã-ocidental. 

A Irmandade já existia em Medina quando Muhammad, precursor do Islã, apareceu com seu discurso muito inflamado e mal articulado [no século VII d.C. anos 600]. Todavia, foi na época do alvorecer do Islã que os Irmãos Mes res Construtores adotaram a denominação Sufi, depois de um juramento de fidelidade à causa muçulmana em circunstâncias semelhantes àquelas  que constrangeram o mestre Galileu no Vaticano e se retratar e admitir que o globo é plano! Ou seja: Diga o que Eles querem e salve sua vida.
O significado de Sufi ─ [árabe: تصوف, tasawwuf; persa: صوفی‌گری Sufi gari] É uma questão tem sido discutida pelos lingüistas. A origem do termo é incerta, entre o persa e aramaico, o árabe e o grego.  São vários os significados atribuídos à palavra: uma túnica semelhante à de Jesus; puros; pela corruptela de shopia para significar sábios; contração de Ain-Soph, da Cabala judaica - a Incognoscível Sabedoria que é compartilhada por todas as religiões. O problema dos filólogos ocidentais é compreender a face oculta escrita dos povos do Oriente Médio e Ásia Menor. Os árabes, assim como os judeus, associam seus fonemas a números permitindo uma complexa riqueza de significados em torno de uma só palavra.  Em O Sobrenatural Através dos Tempos, Keep esclarece:
A linguagem secreta dos antigos se baseava numa interessante correlação entre letras e números... No idioma árabe havia mil equivalentes números para diversos conjuntos de letras ou fonemas enquanto no idioma hebraico havia 400 números equivalentes. Sendo assim, os árabes e os hebreus transformavam letras em números e vice-versa, ocultando no texto determinada mensagens... [Em Os Sufis, Idries Shah Apud Keep ─ 1924-1996 indiano, descendente de afegãos, mestre da tradição Sufi, explica]:

[Analisemos] a misteriosa palavra Sufi... Decodificada [segundo a relação letras-números, obtemos]: S=90; W=6 F=80; Y=10, [swfy]. Estas são as consoantes usadas na grafia da palavra. [Os números somados totalizam 186. Decodificando temos centenas, dezenas e unidades: 100, 80, 6. Estes números, são, por sua vez, associados aos seus equivalentes: 100=Q, 80=F, 6=V]. Estas letras podem ser re-arrumadas de modos diversos para formar raízes de três letras [fonemas e monossílabos] em árabe, todas [os] indicativas [os] de algum aspecto do SufismoA principal interpretação é FUQ, que significa: Acima transcendente. Em conseqüência disso, chama-se ao sufismo filosofia transcendente. Os sufis também são chamados dervixes.
Tradição Árabe de Origem Desconhecida ─ Porém, os Sufis conseguem ser mais misteriosos que a metafísica Fraternidade Branca, com a qual, dizem, os sufis também mantém ligações. Como mencionado acima, os Sufis são quase sempre associados ao Islã mas isso decorre do fato de que o encontro da mística árabe mais antiga com a nova religião do pseudo-profeta Maomé ou Muhammad  [570-632 d.C] exigiu dos Adeptos o supra-sumo da sabedoria diplomática para manter suas tradições debaixo dos olhos repressivos do fanatismo muçulmano.
Embora a maioria das fontes insistam em datar o Sufismo como contemporâneo ao Islã, a tradição registrada pelos estudiosos sempre negou esta relação. O Sufismo jamais foi uma corrente mística do Islã e tanto é assim que os adeptos do sufismo foram, inúmeras vezes e em diferentes países perseguidos [e não raro, presos, castigados ou mortos] pelas autoridades islâmicas. Sobre a sabedoria dos Sufis, Keep escreve:
A coletânea de contos árabes chamada As Mil e Uma Noites escondem por trás de sua aparência ingênua uma sabedoria milenar. Esta sabedoria é conhecida pelo nome de sufismo, tradição de origem árabe desconhecida, mas que reconhece em Hermes Trimegisto e Zoroastro alguns de seus primeiros mestres. O sufismo não é uma religião, mas é o conhecimento existente em todas as religiões. Por isso, seus praticantes, os Sufis, aceitam ler os textos sagrados de qualquer religião do passado que considerem verdadeira. Os Sufis constituem um grupo de estudiosos, que não têm ritual ou dogma, cuja tradição remonta a uma época bem anterior à de Cristo. [KEEP]
Voltando ao mestre Idres Shah, ainda em Os Sufis, chama a atenção para a influência do pensamento e das técnicas sufistas, pouco notadas, no desenvolvimento da civilização Ocidental ao longo dos séculos através de pensadores como Roger Bacon [1204-1294 ─ inglês, frade franciscano] e ocultistas, como Raimundo Lullo [Raymond Lully ─ 1232-1315 ─ espanhol da ilha de Maiorca], São João da Cruz [1542-1591 ─ frade carmelita, místico espanhol].

As Ordens Sufistas

Târiqas ─ Na prática o Sufismo abriga um diferentes Irmandades ou Ordens, chamadas Târiqas. São inúmeras essas Tariqas, consta que são 97 ordens ─ e estão espalhadas em diferentes países do norte e do leste da África, como Somália, Etiópia, Mauritânia e, ainda, na Indonésia e Malásia, Afeganistão, Paquistão, Bangladesh, Índia, Curdistão, Rússia, Turquemenistão e nos Bálcãs. São algumas destas ordens mais destacadas:
Ordem Chishti ─ [do mestre Khaja Mu´in al-Din Chisti, afegão radicado na Índia]

Ordem Mevlevi ─ atua na Turquia e Bálcãs [região sudeste da Europa que inclui Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo, Bulgária, Grécia, República da Macedônia, Montenegro, Sérvia]. Em seus exercícios de dhikr [meditação] utilizam intensamente a música e a dança. São os conhecidos Dervixes Rodopiantes.

Ordem Rifa'i [Rifaiyyah] ─ presente no Egito, na Síria, em Kosovo e Albânia mas, também, em países do Ocidente: EUA, Austrália, Venezuela, Itália além de Marrocos, África do Sul, Algéria, Paquistão.

Ordem Naqshbandi  ─ muito atuante nos EUA, Europa ocidental, Ásia Central, Índia e Sudoeste Asiático.
 
Mas as Târiqas não foram sempre uma regra na história do Sufismo. Inspiradores de muitas Sociedades Secretas, durante milênios, os sufistas foram indiferentes à instituição de Confrarias, templos ou qualquer outra referência de identidade social, religiosa, civil. Eram simplesmente sábios, místicos envoltos na aura mística dos personagens das lendas árabes. Respeitados por uma sabedoria publicamente reconhecida.
Alguns, vivendo o dia-a-dia da sociedade, emprenhados em profissões das mais variadas porém sem jamais deixarem de ser buscadores da Verdade, do conhecimento de si-mesmos, do mundo, do Cosmos, de Deus. Outros, completamente desapegados das vertigens mundanas, optam pela solidão, reclusão, afastamento das confusões dos tempos.
A organização dos Sufistas em  Ordens ou Târiqas foi uma necessidade e um concessão aos avanços da civilização. As primeiras Târiqas conhecidas surgiram entre os séculos XII e XIII [anos 1200 e 1300]. entre elas, destacam-se a Shadhiliya, de origem marroquina, especialmente dedicada à meditação. Mevlevi, que desenvolveu o ritual da dança girante.  A Isawiya, também do Marrocos, tem fama de dotar seus adeptos de total insensibilidade ao fogo e às brancas.
Sufi é aquele que está morto para o Si-mesmo e vive da Verdade.
Tendo transcendido as limitações humanas, sufi é aquele que alcançou Deus
[A. Hujwiri, 1936]

Doutrina e Práticas

É muito possível que o denso mistério da origem dos Sufis seja o resultado dessa tradição ser, de fato, antiga demais para que um ponto de partida possa ser rastreado. A sabedoria desses Iniciados é um patrimônio de milênios; um acervo de saberes de culturas que floresceram em um tempo muito remoto; tão remoto que os nomes e fontes originais se perderam porém, a essência do Conhecimento, cuidadosamente preservada por discípulos zelosos, resistiu e resiste ainda instruindo a Humanidade até hoje. Tanto é assim que os Sufis incorporam ensinamentos clássicos de Ioga, teologia de Zoroastro e ciência hermética entre outras fontes de aperfeiçoamento do homem integral.
O primeiro passo da Iniciação do sufista é a submissão à disciplina imposta pelos mestres. Seja qual for a classe social ou poder econômico do candidato, começara provando sua humildade e fortalecendo sua capacidade para a disciplina, cuidando de tarefas domésticas, fazendo trabalhos pesados, peregrinando nas ruas com sua  kashkul [utensílio para conter os donativos] louvando a Deus e recebendo donativos, que jamais pede, somente aceita e entrega à Irmandade. Esse homem e circula nas ruas colhendo moedas de transeuntes não é um mendigo; poderá ser, até mesmo, um rico comerciante. Esse homem é um Sufi, um Dervixe exercitando sua humildade.
O Sufi, assim como aconselham os mestres da magia ocidental, começa seu treinamento submetendo as vontade/desejos do corpo e das emoções [astral] à Vontade e poder da Mente Inteligente. O Ego Superior, que transcende o tempo e o e espaço deve se converter no verdadeiro Senhor do Ser Humano; o Ego ou Eu Superior deve comandar inteiramente o Ego inferior, que é mera personalidade condicionada e que serve de referência identitária para uma só e mera vida, um piscar de olhos na Eternidade.
O Sufi é um bêbado sem vinho; saciado sem comida;
tresloucado; sem alimento e sem sono; um rei sob um manto humilde;
um tesouro dentro de uma ruína; não é feito de ar, terra ou fogo; um mar sem limites.
Yalal al-Din Rumi [1207-1273]
As Práticas voluntárias, [chamadas nawa'fil] gerais e pessoais [dos sufis], que fazem parte da disciplina pessoal do discípulo ou Adepto, incluem: orações durante a noite [Layla al-qiyam], como em uma vigília; a lembrança de Deus em todas as suas manifestações e em todos os momentos, o jejum, a busca do conhecimento e assim por diante.
Ao mesmo tempo, é importante que esses atos sejam realizados com absoluta sinceridade [ijlas]; um trabalho interior constante de meditação, de recitação dos nomes de Deus e de permanente vigilância sobre si mesmo e toda a realidade à sua volta. Este estado de vigília, alerta, é a prática da muraqaba, forma de devoção a Deus [tawakkul]. Consiste em se lembrar de estar contente [Rida], porque consciente da presença de Deus [Hadur], avançando no trabalho progressivo de purificação da alma [safs] e da consciência da realidade divina [Haqiqa].
Práticas Específicas ou Coletivas ─ Dhikr ou Maylis. É a lembrança de Deus. Uma ação devocional que consiste em se manter desperto, consciente da Onipresença do Criador. As cerimônias Dhikr têm uma liturgia que, conforme a regra da Ordem Sufista consiste em: meditação, recitação [de textos sagrados, audição de parábolas, aforismo de todos os tempos e culturas], canto, execução música instrumental, o ritual do incenso, a dança, o êxtase e o transe.
Eu morri como um mineral, uma pedra, e me tornei uma planta
Eu morri como planta e renasci animal
Eu morri como um animal e depois eu era um Homem
E muitas vezes eu morri e vivi como homem
Por quê eu deveria temer me perder na morte?
Todas as vidas passam, até mesmo a vida dos Anjos
Somente Deus é imperecível
Quando deixei de ser uma alma angelical
Eu passei a Ser algo que a mente nem pode conceber
Oh, deixe-me Não-existir; deixe Estar na Não-existência
Deixe-me voltar para Ele
rumi.gif

Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī

A Iniciação

derviches06.jpgA Iniciação de um Sufista demanda humildade e trabalho, muito trabalho. Mas não se trata de trabalho intelectual; de estudos ou meditações profundas. Em um mosteiro ou Centro Sufista, o noviço começa mesmo é com o balde a vassoura na mão. Não importa a que classe social pertença, se tem tradição familiar ou uma gorda conta bancária.
A Iniciação, igual para todos e que pode parecer sem sentido para as mentes mais rasteiras é, na verdade, um método praticamente infalível de ─ 1. tomar posse do Si-mesmo, da personalidade ou Eu inferior; 2. Fortalecer a Vontade Inteligente para que o Homem Inteligente possa prevalecer sobre o Homem-pedra [o mineral], o Homem-planta, vegetal e, finalmente o Homem-bicho, o instintivo, a apaixonado, o animal.
A metodologia dessa Iniciação é simples: são os mil e um dias de provas [ou três anos em calendário lunar]: O jovem noviço deverá se conformar às ordens de seus superiores e realizar um grande número de tarefas [em geral, consideradas] desagradáveis: lavar roupa, limpar as latrinas, manter a casa etc.. [SIGNIER/THOMAZO, 2008]
Analisando esse método de Iniciação, o estudioso do ocultismo reconhece imediatamente as orientações prescritas pelos mestres da Magia Ocidental, que vieram muito depois das Ordens Sufistas. Também identifica-se facilmente a influência dos 1. iogues orientais da Índia e da Ásia central; 2. do sistema de disciplina adotado no dia-a-dia dos mosteiros budistas onde uma das regras é: Quem não trabalha não come. Essas referências parecem confirmar a antiguidade dos Sufistas na teoria e na prática das ciências ocultas. Não é necessário revirar bibliotecas centenárias para achar esses indícios. Eliphas Levi escreve em seu Dogma e Ritual:
Sois pedinte e quereis fazer ouro: ponde-vos à obra e não cesseis mais... O que é preciso fazer primeiramente? Agir como? Levantar-vos todos os dias à mesma hora e cedo; lavar-vos em qualquer estação... nunca trazer roupas sujas e, para isso, lavá-las vós mesmos, se for preciso; submeter--se a privações voluntárias para melhor suportar as involuntárias; impor silêncio a todo desejo. ...Um preguiçoso nunca será mago. A magia é o exercício de todas as horas e de todos os instantes. É preciso que o operador das grandes obras seja senhor absoluto de si mesmo; que saiba vencer as atrações do prazer, do apetite e do sono; que seja insensível tanto ao sucesso quanto à afronta... Toda sujeira atesta uma negligência e, em magia, a negligência é mortal.[LEVI, 1993 ─ p 42]
Depois dos três anos de noviciado o discípulo é participa de uma cerimônia de iniciação. Depois, ficará recluso em sua cela por 18 dias ao fim dos quais recebe o chapéu cônico vermelho, o sikke, significando que o o Iniciado alcançou a estágio de Dervixe e poderá participar dos ritos de danças sagradas.

Sufis & A Lenda dos Nove Desconhecidos

Em 1999 Lynn Picknett e Clive Prince publicaram The Stargate Conspiracy. O livro [assim como muitos outros] afirma a existência de um culto espantosamente poderoso e que se mantém oculto em plena era das revelações da cultura New Age, há mais de 50 anos. Rumores sobre esse culto começaram a aparecer na década de 1950. ...Segundo diferentes escolas de pensamento estes seres, provenientes [de algum lugar não terreno] preparam-se para retornar ao planeta depois de um longo período de ausência.
Nem todos os defensores dessa idéia acreditam que esses seres sejam extraterrestres que se locomovem em naves espaciais; antes, seriam criaturas de natureza divina cuja lembrança a Tradição conservou  na Lenda dos Nove Desconhecidos ou, simplesmente, Os Nove.
Os postulantes dessa hipótese acrescentam que estes Nove, em uma época muito remota, foram os governantes da mítica civilização Atlante. A uma certa altura da evolução humana, recolheram-se em uma existência transcendental, habitando outro plano ontológico [um plano espiritual de ser e estar]. Atualmente, estudiosos acreditam que é chegado o momento do retorno dos Nove a este plano, material, a fim de tomar medidas efetivas capazes de minimizar o sofrimento da Humanidade.
Os Nove teriam estado sempre ativos em seu interesse pelo destino da Humanidade. Mantendo-se deliberadamente escondidos, esses Mestres estariam, há anos, orquestrando a disseminação de uma religiosidade mais elevada, práticas de devoção e outros ensinamentos que são transmitidos por agentes, muitos deles, hoje, conhecidos como poderosos gurus da literatura alternativa [e de auto-ajuda] ocidental.
Enéade ─ Apesar de conseguirem se manter desconhecidos; ainda que alguns considerem Os Nove como uma metáfora para os nove princípios do Ser, algumas especulações pretendem identificar os Mestres: seriam a Enéade [palavra grega] ou, entre os egípcios, a Psedjet, as nove Divindades primordiais que simbolizam os nove aspectos da manifestação do Um [Deus-enquanto-Um].
A Enéade atua em dois planos: espiritual e material; cósmico e mundano. Significa que aos Nove mestres divinos e metafísicos, correspondem nove mestres terrenos, ou que habitam entre os homens. Na mitologia egípcia, esses nove deuses ou, metafisicamente, aspectos de Deus são assim nomeados: Atum, o Criador, deus dos deuses, o Um; Shu [Ar], Tefnet [ou Tefnut, personificação da água], Geb [a terra], Nut [o céu, como abóbada celeste e o céu, como destino dos justos], Osíris [os campos e o post-mortem], Isis [o amor e as ciências ocultas], Seth [representa violência, desordem, paixões] e Neftis [representante da aridez do deserto e da morte].
No mundo dos homens, o deus Hórus lidera a Enéade Inferior, sendo uma conexão entre as duas Irmandades. Assim como Atum governa o plano espiritual, Horus governa o reino material; e tem governado durante Eras através da renovação da linhagem real dos reis-Horus.
Colégio de Iniciados Heru Shemsu  ─ [Egito] Assim como cuidava das coisas da matéria, o Príncipe Falcão também era um guardião supremo de Conhecimento científico e sabedoria existencial. Junto com seus discípulos e seguidores, organizou um Colégio de Iniciados Heru Shemsu, mais uma ancestral mitológica das Sociedades Secretas de Iniciação Mística. Diz a tradição que esses semi-deuses pertenciam a uma raça estelar; eram muito altos e tinham os crânios mais largos, o que os diferenciava do povo que habitava as margens do Nilo. Seu status de semi-deuses devia-se ao fato de que eram possuidores de conhecimentos secretos e grandes poderes mágicos. Os Heru Shemsu consideravam-se reflexos inferiores da Grande Enéade, os nove Deuses em Um, os verdadeiros governantes da Terra.
Ashoka ─ O diplomata francês Louis Jacolliot [1837-1890] foi o primeiro a divulgar no Ocidente a Lenda dos Nove Desconhecidos. Segundo Jacolliot, o imperador Ashoka [304-232 a.C - Asok Bindusara Maurya], imperador indiano da dinastia Maurya que dominou todo subcontinente indiano III e II antes de Cristo. Diz a lenda que este imperador, implacável guerreiro, tendo se convertido ao budismo [e ao pacifismo] em 250 a.C., formou um Conselho secreto reunindo nove homens sábios aos quais encarregou de cumprir importante missão: compilar todo o conhecimento acumulado pela Humanidade e ocultá-lo, preservá-lo e somente usar tais conhecimentos seguindo critérios de justiça e compaixão.
Jacolliot afirmou que os Nove ainda viviam e atuavam nas sombras auxiliando a evolução humana e socorrendo povos e nações em momentos de aflição. Outro francês, o místico Saint-Ives d'Alvedre [1824-1909] afirma que a lenda é muito anterior ao tempo do imperador Ashoka. Os Nove Desconhecidos seriam viajantes cósmicos provenientes da estrela Sirius que chegaram na Terra e se estabeleceram na Ásia Central 34 mil anos antes de Cristo.
Nove Livros ─ Seja como for, ainda segundo a lenda, cada um dos Nove escreveu um livro sobre nove diferentes áreas do conhecimento. Nestes livros estariam, registradas as mais preciosas ciências, para o bem e para o mal. São os temas desses livros:
1. Psicologia, propaganda, Guerra psicológica
2. Fisiologia, tratando especialmente na maneira de matar um homem ao tocar-lhe, provocando a morte pela inversão do influxo nervoso. Diz-se que o judô deriva de certos trechos dessa obra.
3. Microbiologia
4. Transmutação dos metais
5. Os meios de comunicação terrenos e extraterrenos
6. Os segredos da gravitação
7. Cosmogênese
8. Um tratado sobre a Luz
9. o último, dedicado à Sociologia
Para os Sufis, os Nove Desconhecidos são um assunto sério, uma tradição expressa no No-Koonja, o Eneagrama, também conhecido como Naqsh - Selo.
O misterioso místico, o armênio-grego-russo Georges Ivanovitch Gurdjieff refere-se a esses mestres como sendo sete indivíduos; e não nove. Todavia, em ocultismo sabe-se que de todos os princípios do homem, sete já foram revelados pelos esotéricos porém, dois, permanecem secretos. Os sete [ou nove] Desconhecidos segundo Gurdjieff foram e são remanescentes da civilização Atlante que fundaram o Egito, chegando ao território em uma barca solar depois da submersão de algumas das terras da Atlântida.
Citando como fonte de informação hieróglifos gravados na paredes das ruínas de Gizé, Tebas e Edfu [ou Behedet, atualmente Tell Edfu] além das canções tradicionais dos bardos de sua terra natal e de toda a Asia Central, Gurdjieff conta que 70 mil anos antes do Dilúvio de Noé, uma grande civilização floresceu em uma ilha chamada Hannin, que hoje seria identificada como a ilha de Creta, a maior das ilhas localizadas nas vizinhanças da Grécia. Hannin teria abrigado uma sociedade secreta arcana: a Imastun Brotherhood, elite de sábios que se ocupavam de ciências transcendentais como a astrologia e a telepatia. Os Sufis, seriam os herdeiros dessa irmandade.

Sufismo: Anotações de Pesquisa

Os sufis acreditam que para obter um estado de contemplação mística é necessário fechar os portões dos sentidos físicos de modo que o sentido espiritual ou o sentido oculto possa operar. A contemplação ou o êxtase é a Noite Mítica, quando o adepto se ausenta de todas as impressões oriundas dos mundo exterior, transcendendo a esperança, o medo, a consciência de si mesmo e de toda emoção humana, para que a luz interior possa ser nitidamente percebida.
SPENCE, Lewis. An Encyclopaedia of Occultism. Courier Dover Publications, 2003 - p 127. In Google Books.
George Gurdjieff [1860/1877?-1949], místico armênio-grego-russo, é considerado o único estranho a quem foi permitido penetrar no círculo externo dos centros Sufistas onde teria sido pupilo do mestre Bahaudin Nakshband. Entre os afegãos, os Sufis são chamados Povo da Tradição. Entre as lendas que envolvem sua mística, existem rumores de que os Sufis têm contato com inteligências não-terrenas e que são guardiões de segredos arcanos que são o fundamento de todas as religiões e de todo o desenvolvimento humano.
Todas as escolas Sufistas acreditam na existência de uma Hierarquia espiritual que se mantém a centenas de anos em nebuloso mistério. Seus monastérios, santuários e retiros estão situados na Ásia Central. Sobre esta hierarquia, John Bennet escreveu:
[Os místicos da região e pesquisadores/exploradores estrangeiros] afirmam que a hierarquia perpétua é liderada por [uma personagem chamada] Kuth-i-Zaman, o Eixo das Erasque recebe revelações do Divino Propósito e as transmite à Humanidade por meio de seus seguidores.
Segundo Gurdjieff, esta Hierarquia atua produzindo um tipo de energia de vibração elevada destinada manter o fluxo harmônico do desenvolvimento e história humanas: Existe um agente invisível de alta energia que torna o trabalho da evolução possível. este é um tema presente na maior parte da literatura sufista.

Para os Sufis, nada na História acontece por acaso; novas verdades [conhecimentos] são semeadas, novas energias [forças], introduzidas nas sociedades em ações planejadas nos mais elevados níveis de existência espiritual. Ernest Scott comenta: Nada acontece, simplesmente. O roteiro da longa História humana foi escrito por inteligências superiores.
Os avanços e conquistas da Humanidade não são caprichos do acaso; são metas alcançadas dentro do contexto de um determinado ciclo, o Tempo da Terra. Esses avanços transcendem a esfera de interesse da Humanidade; antes, são essenciais para o equilíbrio e desenvolvimento [evolução, dinâmica] deste sistema Solar do qual a Terra faz parte.; e o próprio sistema Solar não é uma engrenagem isolada, ao contrário, interage com as forças mantenedoras da Galáxia à qual pertence [Via Láctea].
Mestre Imortal: Uma lenda Sufi diz que a Irmandade Sufista tem um guia invisível, o imortal El-Khidr, que usa uma capa verde flamejante e que muitos muçulmanos identificam como o profeta Elias, o profeta judeu que nunca morreu, mas subiu aos céus sem deixar cadáver. LE PAGE, Vitoria. Shamballa

Glossário do Sufismo

Fara'id ─ Atos de adoração, práticas obrigatórias.
Hirka  ─ peça de vestuário dos dançarinos da Sema; é um manto amplo e negro, símbolo da sepultura.
Kashkul ─ São tigelas, cumbucas, cuias, enfim, recipientes para recolher as moedas que os dervixes mendigam nesta atividade que desenvolvem unicamente para superar avaidade pessoal e a arrogância. Aliás, essas cumbucas sufis não são objetos vagabundos, de mendigo, ao contrário, são belas obras artesanais algumas feitas de metais preciosos.
Kemal ─ perfeição.
Nawa'fil ─ Práticas voluntárias relacionadas à disciplina pessoal.
Murid ─ noviço
Sema  ─ Ou Samá, dos termos árabes, سَمْع = sam‘un e اِسْتِمَاع = ’istimā‘un significando ouvir a tradição.É a dança girante dos Sufis-dervixes. O balé celeste [SIGNIER/TOMAZO, 2008]. A maioria das fontes refere-se à Samá com termo que designa a famosa Dança dos Dervixes; porém, há controvérsias. Alguns autores definem o Samá como a recitação de textos espiritualistas ou trechos de Escrituras sagradas de diferentes religiões. Ainda que, em algumas Tariqas a Samá seja acompanhada por um ritmo percussivo, a fator mais importante dessas sessões é o recitar utilizando todas as virtudes da voz humana que, nessa cerimônia, funcionada como um elemento de sutilezas acústicas que promovem a revelação dos diferentes sentidos/significados de um mesmo texto. Para estes autores, a Dança Sagrada é chamada Hadras ou Imara
Quanto à Dança, eles realmente giram, em torno de si mesmos, apoiados no pé direito e em torno do eixo que é o mestre, em uma coreografia que evoca os movimentos dos astros no céu, com seus duplos giros: rotação e translação. O objetivo é alcançar um estado alterado de consciência, transe, que permitiria ao Adepto o conhecimento subjetivo da Divindade. Todavia, nem todos os Dervixes são girantes ou seja, nem todas as formas de Sema incluem os movimentos giratórios. Essa é uma característica destacana das Ordens Mevlevi e Chishti.
Rumi & Ordem Mevlevi ─ A Ordem Mevlevi ou Mawlawiyya fundada em Konya, cidade da região central da Anatólia, hoje, território da Turquia, em 1273, dando continuação à confraria criada pelo mestre Jalal ad-Din Muhammad Balkhi-Rumi [1207-1273] ou, simplesmente Rumi, jurista islâmico [ou seja, era um Sheik], teólogo, místico e poeta]. Em 1244 Rumi, que já era um mestre sufista de tradição familiar, encontrou em dervixe Sham-e Tabrizi [?-1248 iraniano, místico sufista], em Damasco [Síria]. No convívio com Sham, Rumi experimentou a comunhão com Deus através da música, da dança, da poesia. Os sufistas Mevlevi tornaram-se grandes mestres da girante Dança Sagrada dos dervixes.
Semahane ─ salão ritual para a prática da Semá.
Sikke ou Kûlah  ─ Chapéu típico dos sufis-dervixes, símbolo da pedra tumular.
Târiqas  ─ Denominação das Ordens Sufistas. A palavra significa caminho.
Tekke ou Zawiya ─ monastério de Dervixes-sufistas

Fontes:
Encyclopaedia of Occultism. Courier Dover Publications, 2003 - p 127. In Google Books.
GODLAS, Alan. Sufism, Sufis and Sufi Orders. ─ [www.uga.edu/islam/Sufism.html]
HUJWIRI, A.. The Kashful al-Makhjub, p 30. Londres: Gibb Memorial Trust, 1936
MOSSO, Gelder Manhes. Caminhos do Desconhecido. Mauad Editor, 1899 In Google Books.
KEEP, Marc Andre R.. O Sobrenatural Através dos Tempos. São Paulo: IBRASA-Proton Editora, sem data ─In Google Books
LePAGE, Victoria. Sufis and The Nine Unknowns, 2007. In [www.victoria-lepage.org/sufis_nine_unknowns.htm]
...........................  Shamballa.
SIGNIER, Jean-François e THOMAZO, Renaud. Sociedades Secretas, vol I ─ Sociedades Secretas Religiosas. [Trad. Ciro Mioranza]. São Paulo: Larousse, 2008
WIKIPEDIA Espanhol. Sufismo. [http://es.wikipedia.org/wiki/Sufismo]
.................  Português. Sufismo. pt.wikipedia.org/wiki/Sufismo
.................  English. Rumi.
............................... Sema.
pesquisa, traduções e texto: Ligia Cabus

Fonte:http://www.mortesubitainc.org/sociedades-secretas-e-conspiracoes/textos-conspiracionais/sufismo-o-misterio-dos-dervixes

Postagens mais visitadas deste blog

APRENDA COMO FAZER CONTATO COM SEU ANJO E GUIAS ESPIRITUAIS - TEXTOS DE VÁRIOS AUTORES

PARA ONDE VAMOS QUANDO MORREMOS,SEGUNDO A DOUTRINA ESPÍRITA ?

O GATO NA MITOLOGIA SAGRADA EGÍPCIA