OSHO FALA SOBRE O SUFISMO - A SABEDORIA DAS AREIAS


OSHO FALA SOBRE O SUFISMO



HÁ religiões e religiões, mas o Sufismo é a religião — o próprio coração, a essência mais profunda, a própria alma.

O Sufismo não é parte do islamismo; ao contrário, o islamismo é parte do Sufismo. O Sufismo existia antes de Maomé ter nascido e existirá mesmo quando Maomé estiver completamente esquecido.
Os islamismos vêm e vão, as religiões tomam forma e se dissolvem, e o Sufismo permanece, continua, pois não é um dogma, mas a própria essência de ser religioso.

Você pode não ter ouvido falar do Sufismo e pode ser um Sufi — se for religioso. Krishna é um Sufi e Cristo também; Mahavira é um Sufi e Buda também — e eles jamais ouviram falar da palavra e jamais souberam que algo como o Sufismo existe.

Quando uma religião está viva, é porque o Sufismo está vivo nela.
Quando uma religião está morta, isso apenas mostra que o espírito, o espírito Sufi, a deixou. Agora existe apenas um cadáver, não importa o quão decorado — na filosofia, na metafísica, nos dogmas, nas doutrinas —, mas sempre que o Sufismo a abandona, a religião cheira a morte. Isto aconteceu muitas vezes, e está acontecendo em quase todo o mundo. E preciso que se tenha consciência disso, de outro modo você pode se apegar a um cadáver.

Agora o cristianismo não tem Sufismo. Ele é uma religião morta — a igreja a matou. Quando a "igreja" se torna demasiada, o Sufismo precisa abandonar aquele corpo. Ele não pode existir com dogmas. [...]


Ele pode viver bem com uma alma dançante, mas não com dogmas; não pode existir com teologias, elas não são boas companheiras; e com papas e sacerdotes, é impossível o Sufismo existir. Ele é justamente o contrário! O Sufismo não necessita de papas ou pregadores, não precisa de dogmas; ele não é da cabeça, e pertence ao coração. O coração é a Igreja, não uma igreja organizada, porque toda organização é da mente. E uma vez que a mente tome posse, o coração precisará simplesmente abandonar a casa de vez. A casa fica estreita demais para o coração. Ele precisa da totalidade do céu, nada menos que isso lhe servirá.

O coração não pode ser confinado nas igrejas; a existência toda é a única igreja para ele. Ele só pode vibrar sob o céu, na liberdade, mas morre quando tudo se torna um sistema, um padrão organizado, um ritual — o estado de Sufismo simplesmente desaparece ali.

O cristianismo matou Jesus. Os judeus não o conseguiram; eles o crucificaram, naturalmente, mas falharam, não puderam matá-lo.

Ele sobreviveu à crucificação, e este é o significado da ressurreição — não que Jesus tenha sobrevivido fisicamente, mas que a crucificação provou ter sido inútil. Os judeus não puderam destruí-lo; eles tentaram, mas ele sobreviveu. Onde os judeus falharam, os cristãos foram bem-sucedidos, mataram-no sem qualquer crucificação. Eles o mataram através da oração, do dogma, da organização. Os seguidores e apóstolos conseguiram êxito onde os inimigos falharam.

O cristianismo agora é uma religião morta, pois não pode permitir que o Sufismo exista em sua alma; ele o teme. Todo dogma sempre tem medo, porque Sufismo significa liberdade infinita, sem confinamento, sem limitação. E mais como o amor e menos como o silogismo lógico; é mais uma poesia e menos uma prosa. Ele é irracional.

Eis por que toda teologia racional tem medo dele. Uma vez que você dê abertura ao irracional, você não sabe onde está. E lembre-se: Deus é sempre irracional, e é maravilhoso que Ele seja irracional — de outro modo, Ele teria sido um professor de filosofia numa universidade qualquer, ou um papa, ou um sacerdote, mas não a existência.

O Sufismo morreu muitas mortes em muitas religiões. O jainismo é uma religião morta. Ele floresceu no passado maravilhosamente, e deu nascimento a um grande místico como Mahavira. E depois, de repente, o rio desapareceu, e somente o leito seco permanece.

Agora nenhum rio flui, não há vegetação nas margens; ele ficou uma terra deserta. O que aconteceu? Os seguidores do jainismo tornaram-se intelectuais, matemáticos e lógicos demais. A partir do mistério de Mahavira, eles criaram doutrinas e argumentos; ficaram calculistas e argutos demais, e o espírito foi morto. O Sufismo teve que sair do cristianismo devido ao excesso de rituais na igreja. No jainismo, o Sufismo teve que sair devido ao excesso de esforço intelectual, teológico e filosófico.

Lembre-se disto: o Sufismo não é uma igreja, não pertence a qualquer religião. Todas as religiões, quando vivas, pertencem a ele. Ele é um vasto céu de uma qualidade particular de consciência. Como isto acontece? Como alguém se torna um Sufi? Uma pessoa se torna Sufi não por pertencer a uma ordem particular, mas por descer da cabeça e ir para o coração.

Você pode existir de duas formas; como uma pessoa orientada pela cabeça — e terá sucesso no mundo, acumulará riquezas, prestígio, poder... Na política, você será uma pessoa bem-sucedida; aos olhos do mundo, será um modelo a ser imitado. Mas no íntimo você falhará completamente, sem sombra de dúvida, pois uma pessoa orientada pela cabeça não pode jamais entrar no interior. A cabeça se move para fora, é uma abertura para o outro. O coração se abre para dentro, é uma abertura para você mesmo. Ou você pode existir como uma pessoa orientada pela cabeça ou como uma pessoa orientada pelo coração. Quando sua energia, sua energia de vida, desce da cabeça para o coração, você se torna um Sufi.

Um Sufi significa uma pessoa do coração, do amor; alguém que não se incomoda com a origem do Universo, com quem o criou ou para onde vai; de fato, aquele que não faz qualquer pergunta — pelo contrário, ele começa a viver. A existência está ali: somente os tolos se preocupam de onde ela vem. Somente os tolos, eu digo. Eles podem ter-se rodeado de palavras filosóficas, astutas, mas são tolos. O sábio vive a existência. Ela está aqui e agora! Por que se preocupar de onde ela vem? Que importância tem isso? Se alguém o criou ou não, é irrelevante. Você está aqui pulsando, vivo — dance com a existência! Viva-a! Seja-a! E permita que ela aconteça em seu total mistério dentro de você.

E este é o milagre: a pessoa que não se preocupa de onde vem, a pessoa que não faz perguntas, recebe as respostas. Alguém que não é curioso, mas que celebra tudo que se apresenta — qualquer que seja o caso, ele o celebra —, subitamente fica consciente da própria fonte, e de repente toma consciência da própria culminação. O fim e o início se encontram nele — porque ele próprio se torna o mistério. Agora o mistério não é algo que está ali como um objeto, o qual você tem que andar em círculos para ver e observar. Não, porque não é esse o modo de conhecê-lo; esse é o meio de perdê-lo.

Você poderá andar em círculos, para lá e para cá, mas nunca irá penetrá-lo. Como é que você pode saber? Você está desorientado, age na periferia. Em vez disso, penetre nele e vá até seu centro — torne-se ele.

E você pode se tornar, porque você é parte dele.
E você pode se tornar, porque ele é parte de você.
E então, subitamente, todas as perguntas desaparecem. De repente, a resposta está ali. Não que você tenha chegado a uma solução para os seus problemas. Não. Não existem problemas, absolutamente.

Quando eles não existem, pela primeira vez você se torna apto e capaz de viver o mistério que é a vida, de viver Deus, de ser Deus.

Um grande Sufi — você deve ter ouvido seu nome, Al Hillaj Mansur — foi morto pelos muçulmanos, porque disse: "Anal Hak" — eu sou Deus. Quando você penetra no mistério da vida, não é que você seja um observador, porque um observador é sempre um estranho — você se torna um com ele. Não é que nade no rio, não é que flutue no rio, não é que se debata no rio. Não — você se torna o rio. De repente você percebe que a onda é parte do rio. E o contrário também é verdadeiro: o rio é parte da onda. Não é que sejamos partes de Deus — Deus também é parte de nós.

Quando Al Hillaj Mansur afirmou: "Eu sou Deus", os muçulmanos o mataram. O Sufismo é sempre morto pelas pessoas religiosas, pretensas religiosas — porque elas não podem tolerá-lo, não podem tolerar alguém que afirma que é Deus! Seus egos ficam ofendidos.

Como pode um homem ser Deus? Mas quando Al Hillaj diz: "Eu sou Deus", ele não está dizendo: "Eu sou Deus e você não é", "Eu sou Deus e estas árvores não são", "Eu sou Deus e estas pedras não são". Ao afirmar "Eu sou Deus", está afirmando que o todo é divino e sagrado. Tudo é divino.

Assim, essas pessoas fanáticas que acreditam em dogmas... elas dizem que Deus criou ser humano e por isso ser humano só pode ser uma criatura, não um criador; e isto é profanação, o máximo de profanidade é afirmar: "Eu sou Deus" — e o mataram. E o que estava Mansur dizendo quando o mataram? Ele dizia bem alto para o céu: "Você não pode me enganar! Mesmo nestes assassinos eu O vejo — Você não me engana! Você está aqui nestes assassinos. E seja qual for a forma em que Você vier, meu Deus, eu O reconhecerei, porque eu já O conheci".

O Sufismo não é pensar sobre a existência, mas ser a existência.
Não é pensar, não é fazer algo sobre a existência. Não é pensamento nem ação, mas ser.
E agora mesmo, sem qualquer esforço, você pode ser um Sufi. Se você pára de pensar e abandona a idéia de fazer algo, se abandona a idéia de ser um pensador e um realizador, se você simplesmente está contente em ser, de repente você é um Sufi. E este será meu esforço enquanto estiver falando do Sufismo; não será para doutriná-lo, nem para torná-lo mais culto, mas para fazer de você um Sufi.

Os Sufis cantam, não fazem sermões, porque a vida é mais uma canção e menos um sermão. E eles dançam, não falam de dogmas, porque a dança é mais viva, mais como a existência, mais como os pássaros que cantam nas árvores e como o vento que passa através dos pinheiros, mais como a cachoeira, a chuva caindo ou a grama nascendo. Toda vida é uma dança, vibrando, pulsando, com vida infinita.

Os Sufis gostam de dançar; eles não estão interessados em dogmas.
Eles contam lindas estórias. A vida é mais como uma estória, e menos como uma história. E os Sufis criaram lindas estorinhas. Na superfície, você pode se enganar. Na superfície, ela poderá parecer apenas uma estória comum, mas se você penetra fundo, as estórias Sufis são muito fecundas, prenhes de significado, plenas do significado do Supremo. Assim lhe contarei algumas estórias e as discutirei, a fim de ajudá-lo a penetrar na essência mais profunda e a entender algumas coisas sobre o coração, a fim de ajudá-lo, à sua energia e a todo o seu ser a ir a uma nova jornada em direção ao coração; a fim de empurrá-lo — porque você terá medo.
O coração é a coisa mais perigosa do mundo.

Toda cultura, toda civilização e toda pretensa religião separam a criança do seu coração. Ele é uma coisa muito perigosa. Tudo que é perigoso vem do coração. A mente é mais segura, e com a mente você sabe onde está. Com o coração, ninguém sabe onde está. Com a mente, tudo é calculado, mapeado, medido. E você pode sentir a multidão sempre com você, à sua frente e atrás de você. Muitos estão se movendo nela; é uma auto-estrada — concreta, sólida e que lhe dá uma sensação de segurança. Com o coração você está só, ninguém está com você. O medo o pega, o possui, toma conta de você. Para onde você está indo? Agora você não sabe mais, porque quando você se move numa estrada com a multidão, você sabe onde vai porque pensa que a multidão sabe.

E todos estão na mesma posição; todos pensam: "Tanta gente andando, devem estar indo a algum lugar; de outro modo, porque tanta gente, milhões de pessoas se movendo? Devem estar se dirigindo a algum lugar". Todos pensam assim. Na verdade, a multidão não vai a lugar algum. Jamais uma multidão chegou a meta alguma; a multidão continua a caminhar. Você nasce e se torna parte dela, e a multidão já estava caminhando antes de você nascer. E chega um dia em que você acaba, você morre, e a multidão continua a caminhar, porque sempre há gente nova nascendo. A multidão nunca chega a lugar algum — mas ela dá uma sensação de conforto. Você se sente aconchegado, rodeado de tantas pessoas mais sábias, mais velhas e mais experientes que você; elas devem saber para onde estão caminhando — e você se sente seguro.

No momento em que você começa a cair para o coração... e é uma queda, como cair num abismo. Eis por que quando uma pessoa está apaixonada, dizemos que ficou caída de amor. E uma queda — a cabeça a vê como uma queda —, alguém se desviou, caiu. Quando você começa a cair em direção ao coração, você fica só; agora ninguém pode estar ali com você. Você, na sua solidão total, ficará temeroso e assustado. Agora não saberá para onde está indo, porque ninguém está ali e não há marcos de referência. Na verdade, não há um caminho sólido, concreto. O coração não está mapeado, medido, cartografado. Só haverá um tremendo medo.

Todo o meu esforço é para ajudá-lo a não ter medo, porque somente através do coração é que você renascerá. Mas antes de renascer, você terá que morrer. Ninguém pode renascer antes de morrer. Logo, toda mensagem do Sufismo, do Zen, do Hassidismo — todas essas são formas de Sufismo — é de como morrer. A base é a arte de morrer. Não estou ensinando aqui outra coisa senão isto: como morrer.

Se você morre, fica disponível a fontes infinitas de vida. Na verdade, você morre na sua forma presente; ela ficou estreita demais.
Nela você apenas sobrevive — você não vive. A tremenda possibilidade da vida está completamente fechada, e você se sente confinado, preso. Você sente, em todas as partes, uma limitação, uma prisão. Uma parede, um paredão de pedra surge em cada lugar para onde você se dirige — uma parede.

Todo o meu esforço é de como quebrar estas paredes de pedra. E elas não são feitas de pedras, mas de pensamentos. E nada é mais rochoso o que um pensamento; eles são feitos de dogmas, de escrituras. Eles o cercam, e onde quer que vá, você os carrega junto.
Você carrega sua prisão; ela está sempre pendurada à sua volta.
Como rompê-la?

A quebra das paredes parecerá uma morte para você. E é, de certo modo, porque sua identidade atual será perdida. Seja você quem for, sua identidade será perdida; você não será mais. Subitamente, uma outra coisa ... Ela estava escondida dentro de você, mas você não estava alerta. De repente, uma descontinuidade. O velho já não é mais, e algo completamente novo entrou. Não se trata de uma continuidade com o seu passado, eis por que a chamamos de morte. Não é contínuo: existe um intervalo.

E se você olhar para trás, não terá a sensação de que era real tudo aquilo que existia antes desta ressurreição. Não, parecerá como se fosse um sonho, ou como se você tivesse lido em algum lugar, uma ficção, ou como se alguém tivesse contado sua própria estória e que jamais fora sua — de uma outra pessoa. O velho desaparece completamente. Eis por que chamamos isto de morte. Um fenómeno absolutamente novo passa a existir, e lembre-se da palavra "absolutamente". Não é uma forma modificada do velho, não tem conexão alguma com o velho; trata-se de uma ressurreição.

Mas a ressurreição só é possível quando você for capaz de morrer.
O Sufismo é uma morte e uma ressurreição. E eu o chamo a religião.


OSHO
A SABEDORIA DAS AREIAS
  Discursos sobre o Sufismo
Fonte:http://misticismonaturalmn.blogspot.com.br/2017/01/osho-fala-sobre-o-sufismo.html

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" Esse é um dos fundamentos do sufismo, que Deus é perdão incondicional. Ele tem que ser, pois a sua natureza é o amor. O amor é a sua realidade. A questão não é se o amor perdoa. O amor é perdão. Não existe a questão de Deus perdoar você. A questão surgiria apenas se Deus estivesse com raiva de você. Só então a questão de perdoar surgiria. Mas Deus não pode estar com raiva de você. Você é do jeito que ele o fez. Você não é uma criação sua. Como ele pode ficar com raiva de você? Isso equivaleria a estar com raiva dele mesmo, o que seria uma auto condenação.
Mas você começa a pensar a respeito de coisas pequenas como se você estivesse cometendo grandes pecados. O ego sempre adora fazer grandes coisas. Mesmo se você estiver fazendo algo errado, você vai querer fazer com que seja o maior erro que jamais foi feito ou que jamais será feito. Você quer que ele seja único, incomparável; você quer que ele esteja no topo. O ego sempre se sente bem se algo grandioso está sendo feito. Pode ser um pecado, não importa.
Que grande pecado você consegue cometer? Todos os nossos pecados nada são, a não ser coisas pequenas. Nós somos pequenos, nossos pecados não podem ser grandes. Nossas mãos são pequenas: o que quer que façamos irá permanecer pequeno, porque levará a nossa assinatura.
A sua vida, virtuosa ou malvada, não será uma barreira nem uma ponte, porque você já está conectado e não existe jeito de desconectá-lo de Deus. E não é uma questão de que quando você peca, Deus o perdoa. Ele é perdão: ele está continuamente fluindo em tremendo amor para você.
O amor dele é como uma enchente e os seus pecados são como gotas d'água. A enchente irá levá-las. E a enchente não vem para levar os seus pecados embora, ela já está aí. Entender isso, compreender esse ponto, é um grande alívio, como se uma montanha de repente desaparecesse, aliviando o seu peito. Você se torna leve, sem peso. E somente em tal estado de leveza você pode venerar.
O pecador não pode venerar, ele está continuamente assustado. O medo não pode criar prece. A prece criada pelo medo permanece política, uma estratégia da mente para persuadir Deus; é um tipo de suborno.
A verdadeira prece surge da compreensão, do amor. "
Osho )

sufismo
“ Falo com meu amor interior e digo: por que tanta pressa?
Sentimos que há algum tipo de espírito que ama os pássaros, os
animais e as formigas – talvez o mesmo que deu a você uma cen-
telha no útero de sua mãe.
Você acha lógico estar andando inteiramente
órfão agora? A verdade é que você mesmo se afastou e
decidiu ir sozinho para a escuridão. Agora está emaranhado em
outros e esqueceu que um dia já soube, e é por isso que tudo que
você faz tem em si algum tipo de falha.”
Kabir
Falar sobre sufismo é falar de um caso de amor à vida, da alegria de ser e estar consciente e sem medo dessa aventura que é viver. Muitos são sufis sem necessariamente terem sido iniciados diretamente, mas porque seu jeito de sentir a existência os torna assim. Buda era um sufi, Cristo e Maomé também. Mais do que um método, o sufismo é uma maneira de viver. Apesar de ser conhecido como a corrente mística do islamismo, já existia antes de Maomé.
O Sufismo pertence ao milenar grupo de “Escolas da Tradição”, ou seja, são escolas que trabalham para desenvolver a consciência de seus membros com métodos comprovadamente eficientes, alguns milenares, outros adaptados ao que de mais moderno a ciência nos traz. Nesse ponto o Sufismo é único, pois está sempre aberto e em movimento. Em artigo anterior, já falei o sobre o Zen Budismo que, para mim, são as duas Escolas mais eficientes por serem simples e diretas em seu objetivo, cada uma a seu estilo.
O Sufismo é um mundo e não uma visão de mundo, busca a transcendência sem ser uma filosofia de transcendência. Nesse ponto é importante entender o que é “transcendência”. Aqui no ocidente significa algo que não é desse mundo, enquanto que para o oriente, logo, para o sufismo, significa algo que é além do pensamento, e isso faz toda a diferença. O que importa não é diretamente chegar a Deus, mas o caminho até Ele. Muitos sufis não falam de Deus, assim como Buda não falava, mas mostram que a “estrada” até Ele é o que realmente transforma!
Está longe de ser especulativo, porque é prático, com os pés bem fincados na terra, tendo a ação no mundo como meta. Também não é um sistema, na medida em que respeita cada membro, dando-lhe o tempo necessário para ultrapassar etapas, respeitando, portanto, a individualidade. Importante lembrar que todo um sistema busca uma explicação seja para o que venha a se propor. O Sufismo não é assim porque sabe que a explicação está dentro de cada buscador. Portanto, respeita esse Mistério que somos. Como diz Bhagwan Shree Rajneesh, “e’ como um dedo apontando para a lua, o dedo não é a lua, mas nos mostra a direção”.
Esse “método”, se assim podemos chamar, passa pelos contos, poesia, música e silêncios que acompanham os encontros e práticas pessoais. São indícios, favorecem insights, lampejos, não para tornar o “desconhecido” conhecido, porque dessa forma, estaria impondo verdades, mas para que cada um mergulhe em seu próprio Mistério. Os contos, poemas e histórias não são filosóficos, mas indicações (dedos que apontam) e que, além de uma profunda mensagem para reflexão e ensinamento, respeitam, suavemente, o momento de cada um, como uma semente que plantada corretamente escolhe a melhor hora para brotar com vigor.
Os sufis gostam de sentar, conversar e buscar o entendimento escondidos nessas estórias, de pensar livre e profundamente reunidos em um círculo, imagem mais antiga de Deus.
Aquela estória que foi tema de algum encontro, entendida naquele momento, tempos após ganha outro significado, outra profundidade. Por isso, tem por séculos, alavancado consciências e despertando buscadores.
Outras escolas (a maioria delas) têm seu foco na mente, vencê-la e transcendê-la, como o Zen, que é a Escola dos Samurais. O símbolo dos Sufis é o coração. O coração não briga com a mente, é indiferente a ela porque a entende e sabe porque ela é assim, tão mentirosa e insegura. Sua meta é a amorosidade com plena consciência, não são guerreiros, mas amantes, amigos de Deus. Sendo que esse Deus não é uma personificação, mas essa inteligência que cria e faz fluir o universo e que habita como uma centelha no interior de todos nós. O Sufismo busca desobstruir dentro de cada um essa distância e fazer florescer a centelha na sua consciência plena.
Sua pedagogia é feita de lições, histórias e poemas, que para serem apreciadas corretamente precisam de relaxamento, entrega e ausência de tensão. É como tomar um vinho especial ou um chá com um querido e antigo amigo. O caminho é o da leveza, do riso e da confiança.
Os sufis não tem crenças, afinal respeitam todas as correntes e tiram dela o que há de melhor se permitirmos descartar o que sobra, simplesmente porque são pessoas livres, já que crenças significam falta de flexibilidade, tensão e pouca tolerância. Como o caminho é o do coração, buscam a confiança. Crença é da mente, confiança é do coração, por isso que o membro de qualquer religião pode ser um Sufi, desde que esteja de coração aberto e consciência límpida de dogmas e verdades definitivas. A confiança é gentil e livre, a crença agressiva porque está presa. Quando não conseguimos confiar, precisamos de crenças para acalmar nossos medos.
O Sufismo não faz jogos mentais, é prático! Por isso além dos ensinamentos, são oferecidos exercícios que permitem mergulhos profundos no interior, práticas que,  de forma lenta e segura, levam ao autoconhecimento que é o outro nome para Deus. Em suas reuniões, partilham seus sentimentos e percepções. Com isso sempre saem enriquecidos, já que, além do entendimento próprio, ouvem o “sentir” dos demais e a cada sentimento colocado, ampliam e aprofundam o seu.
Sua ritualística é simples, mas de profundo significado. As iniciações são verdadeiros momentos de “despertar” e todo o ensinamento busca manter seus membros perceptivos, vivendo em paz e, por buscarem estar conscientes, aproveitando o que de melhor a vida oferece: o momento presente!
Quando falam de Deus, mostram maneiras de chegar a Ele. Não dizem onde fica o paraíso, mas buscam vivê-lo aqui e agora. Os sufis sabem que fugir do mundo não traz nenhuma descoberta, já que se estão nesse mundo, é para dentro dele, do jeito que ele é que buscam encontra a plenitude. Para o Sufismo qualquer livro é bom; pode ser alcorão, bíblia, Gita, Vedas, Torá etc. Por isso não são nem de longe uma religião, porque sabem onde todas erram, mas trabalham a religiosidade, na medida que sabem que Deus está tão próximo quanto nossa veia jugular. Como dito anteriormente, investigam o essencial de cada religião, filosofia e pensamento, descartando o não essencial, afinal toda essência é eterna, só o que perece é o não essencial.
As estórias sufis não pretendem buscar o status de filosóficas, portanto não existem para serem “discutas”, apenas as ouça como uma criança e vá penetrando no âmago e seu ensinamento vai se revelando. Quando Cristo disse que só as crianças encontrarão o Reino, estava se referindo a essa percepção inocente, viver com leveza em uma saudável brincadeira.
Logo abaixo, uma dessas estórias, assim como o poema de Kabir que ilustra esse texto. Uma das mais curtas e profundas que mostram que a busca é sair dos condicionamentos que nos fazem vagar pela vida sem percepção, apenas repetindo, morrendo sem nunca ter nascido para o que realmente são. Ao final de seus encontros, a despedida não é um “até logo” ou “fique bem”. É um abraço e uma lembrança: Permaneça acordado!!
-Um homem se aproximou de um sufi e perguntou:
-Como se sente?
-Como alguém que acordou pela manhã e não sabe se estará vivo à tarde. Respondeu o sufi.
– Mas isso acontece com todos! Afirmou o homem.
Ao que o sufi respondeu: – Mas quantos tem consciência disso?
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Para saber mais: “A sabedoria das Areias – discursos sobre sufismo” OSHO
Fonte:http://eduardocarvalho.net/sufismo/

Osho fala sobre os Sufis


"Os sufis dizem que se um homem não tem consciência, nada pode ser ensinado. 

Sufi significa consciência na vida, consciência num plano mais elevado do qual normalmente vivemos. 

Um mestre não reajusta a sua mente, ele o ajuda a dissolvê-la livre de
condicionamentos, leis, sociedade. Ele lhe dá liberdade. 

Quando a pessoa começa a se peguntar o que é a religião verdadeira, o
que é o verdadeiro Deus, ela se transforma em um buscador sufi. 

Não há nenhum significado existindo na vida, alguém tem de criá-lo

A verdade religiosa não é uma coisa. É um significado e um sentido. 

Cada pessoa deve ir atrás dela para descobri-la e explorá-la.

O conhecimento é uma teoria, o conhecer uma experiência: conhecer quer dizer que você abre os olhos e você vê.
Conhecimento significa que quem abriu os olhos viu e fala sobre isso e continua a acumular informações.

Os sufis dizem que se uma pessoa quer renunciar a algo, deve renunciar ao conhecimento que acumulou na memória. Essa é a verdadeira barreira para se tornar como crianças, um inocente.

Toda existência é de cada pessoa, Ela deve explorá-la sem nenhum preconceito e filosofia, mantendo a mente aberta, e assim ficará surpresa por descobrir que
Deus existe."
Osho em A sabedoria das Areias

Fonte:http://ventosdepaz.blogspot.com.br/2014/10/osho-fala-sobre-os-sufis.html

OSHO (Filosofia Sufi)
Amigos e amigas.
A filosofia sufista é uma corrente mística e contemplativa do Islã. Ela prima por um encontro com o poder de Deus e da Criação através da permissão de ser assimilado por esse poder.
Para tanto, é necessário deixar-se fluir pelas ondas energéticas que são tudo o que vemos e conhecemos.
Li alguns desses filósofos sufis e lhes apresento os pensamentos de Osho, que extraí de um de seus livros:"Antes que você morra".
É belíssimo! Contemplem.
FAB29

· Você jamais poderá conhecer uma pessoa, pois ela é um processo infinito.

· Uma pessoa que vive de olhos abertos jamais se entedia.

· Quando diz “Sim”, você atira uma pedra de amor, de aceitação, de entrega, num lago e os círculos que se formam atingem todas as fronteiras.

· Um mestre não ensina; demonstra. E quando ensina é para persuadir seu interlocutor a vir à sua janela, ver uma nova perspectiva.

· Sexo é sem envolvimento; Amor é compromisso. Sexo é feito entre dois estranhos; Amor é entre pessoas íntimas, com afinidades.

· A bondade é compreendida na superfície; mesmo o maior ignorante e o maior pecador podem ser bons. A compaixão é centralizada e vem diretamente do coração.

· Muitas vezes, já o feri; muitas vezes irei feri-lo e você ficará chocado. Muitas vezes, poderá ver em mim um inimigo. Mas não é intencional. A vida é assim. É natural.

· Você pode sonhar sonhos lindos e tornar-se imperador neles, mas não deixará de ser um mendigo.

· Aprender é experimentar e nunca repetir o mesmo erro, ficando alerta e consciente.

· O ego é como os ramos que, por estarem próximos do céu, esquecem-se do tronco que os sustenta e das raízes que os nutrem.

· O ego não está em uma pessoa, mas, sim, entre duas.

· Igrejas e missionários são entediantes. Eles conseguiram transformar palavras lindas como DEUS, AMOR, MEDITAÇÃO e ORAÇÃO em banalidades.

· Perto de um sábio, torne-se um vale para ser preenchido por sua experiência. Não seja o pico do ego.

· Quando se olha no espelho, não é você que está ali refletido, pois você não é o que é visto, mas aquele que vê.

· Quando se encontra com alguém, você começa a interpretá-la, a criar uma imagem a seu respeito. Essa imagem é sua.

· Você se apaixona pela imagem que faz de alguém, não pela pessoa em si. Quando a realidade surge, o conflito é inevitável.

· Marido e mulher não podem se enxergar, pois parecem mortos um para o outro. Eles se toleram, se arrastam. O mistério se perdeu.

· O mistério da vida não é para ser resolvido. Apenas vivido.

· Ao nascer, uma palavra é viva por uns momentos. Ouça-a, faça-a parte do seu ser. Se deixar para mais tarde, a perderá.

· Uma vez rotulada, você pensa entender uma coisa. Rótulo é engodo.

· A verdade não é conhecimento; é experiência. Não é algo que você aprende, mas, sim, que você se torna.

· Nada muda tanto quanto a Verdade. Por isso que ela é eterna.

· Queres conhecer a Verdade? Conheças a Inverdade, que é onde estás. A partir daí, começa a tua jornada.

· A Verdade não pode ser ensinada. A sede por ela, sim.

· Quanto mais você se tornar consciente e silencioso, melhor verá que a sociedade o está envenenando.

· A vida nunca foi velha. Ela é nova e original! Só sua mente é velha. É daí que você passa a sentir falta da vida.

· Tudo é único! Nunca foi antes; jamais será outra vez! Cada momento que você perde, o perde para sempre.

· Viva, interiormente, uma vida errante, desapegada, sem passado. Apenas este momento; ele, como um total, como se ele fosse tudo.

· Uma oração verdadeira é uma celebração, uma eternidade em si.

· Religião é o que se pratica dentro de si, em total solidão.

· Religião não é uma transmissão de rádio que pode não estar sendo ouvida por ninguém. Ela é uma carta pessoal a alguém especial.

· Religião é algo que nasce em você. O resto é seita. Seitas são como pegadas de alguém que não está mais ali, mas que você ainda as adora.

· As pessoas realmente religiosas nunca pertencem ao sistema. Elas são livres. Quando o sistema torna-se demasiado, a liberdade morre.

· A mente vem do passado; a consciência vem deste momento. A mente é tempo; a consciência é eternidade.

· No julgamento, está o crítico, não o amante. Existe lógica, não amor. Superficialidade, não profundidade.

· Conhecimento é coisa morta, acumulada; sabedoria é viva, em constante movimento. O saber é parte do ser; o conhecimento, não.

· No momento em que a mente reconhece alguma coisa, esta já não é a mesma. A mente segue acumulando pegadas mortas.

· A mente está sempre fechada na experiência passada e a vida, aberta para a experiência futura.

· As mentes negativas só recebem compaixão; as positivas, amor.

· O conhecido é morto, como a margem. O desconhecido é fluido como o rio. Por medo, você se agarra ao que é familiar.

Fonte:http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2012/07/osho-filosofia-sufi.html

A única barreira para o autoconhecimento

      O sufismo é uma alquimia, a ciência da alma   interna. Ele é uma experimentação em consciência. Somente o resultado define se o que você estava fazendo era certo ou errado. Não existe outra maneira de definir isto.
      As filosofias continuam dando voltas em círculos, elas nunca levam você a lugar algum. O sufismo está cansado de filosofias. Na verdade, todos os grandes místicos estão cansados de filosofias. É por causa do lamaçal das filosofias e suas confusões que as pessoas estão impedidas de conhecer aquilo que lhes é direito conhecer. Você não perde Deus por causa de seus pecados, mas sim devido ao que você chama de conhecimento.
      O sufismo é uma experimentação para uma certa experiência. Ele não é um caminho de crença, mas de conhecer, de experienciar. Ele é existencial. Experiência de que? Experiência de si mesmo. Ele não é especulação por especulação. Ele tem uma metodologia que resulta na mais sublime de todas as experiências – chame isso de Deus, Nirvana, moksha, liberação, ou o que você quiser. É a experiência mais sublime de todas. É a maior experiência na vida. E sem esta experiência, ninguém jamais sente qualquer contentamento, não consegue sentir. O significado de estarmos aqui é para alcançarmos esta experiência. Este é o nosso potencial, ele tem que se tornar real. Esta é a nossa semente: ela tem que desabrochar em todas as cores e fragrâncias. E a não ser que a semente se torne uma flor, nós permaneceremos na dificuldade, no desconforto, ansiando por alguma coisa sem saber exatamente o que é. Procurando, tateando no escuro...
      O homem permanece procurando, tateando no escuro. E a procura só termina com Deus e nunca de outra maneira. O que é Deus? A experiência do seu próprio centro interior. Deus não está lá. Deus está aqui, dentro do seu coração, pulsando, respirando, consciente. Deus está muito perto.
      Ramana Maharshi diz: Autoconhecimento é uma coisa fácil, a coisa mais fácil que existe. Porque ele está tão próximo! Ele já está aí, ele sempre esteve aí. Basta uma olhada, basta ligar, e você já não será mais um pedinte, terá alcançado a qualidade de imperador, e você será empossado, será coroado, e se tornará um rei. Basta uma olhada para dentro... Mas isto é o que os Sufis dizem. Ramana é um Sufi.
      Eu estou usando a palavra ‘Sufi’ no significado mais amplo da palavra. (Neste sentido,) Buda é um Sufi, Jesus é um Sufi, Ramana é um Sufi. Por ‘Sufi’ eu quero dizer aquele que está enfastiado de filosofias e que começou a procurar por aquilo que é verdadeiro, aquele que não mais se satisfaz com alimento sintético e está à procura de nutrição verdadeira.
      Ramana diz: Autoconhecimento é uma coisa   tão fácil quanto qualquer outra coisa fácil que exista. Mas, exatamente o opopsto disso está nesta frase de Emanuel Kant, um grande filósofo: ‘A metafísica é um chamado à razão para empreender novamente a mais difícil de todas as tarefas que é o autoconhecimento.’
      A filosofia torna isto difícil, muito difícil, quase impossível – porque a filosofia se movimenta cada vez mais distante, bem longe disto. Saber a respeito do Ser não é conhecê-lo; saber a respeito de Deus não é conhecer Deus – como pode o ‘a respeito de’ ser aquilo. A respeito, a respeito... Você segue em círculos. Isto se torna impossível.
      Quanto mais você se torna esperto, ardiloso, calculista, a respeito do a respeito, você será levado a se perder. Não é uma questão de saber a respeito do Ser; é simplesmente uma questão de conhecê-lo, estar consciente, não é uma questão de se pensar a respeito dele, mas de estar centrado nele. Sentando-se silenciosamente nele, ele é revelado.
      Ramana está certo, ele tem que estar certo, pois ele conhece. Emanuel Kant não está certo, ele não pode estar certo, pois ele nunca conheceu o Ser. Embora ele tenha tentado e trabalhado arduamente – ele foi um dos intelectos mais aguçados que existiu. Sua perspicácia não pode ser colocada em dúvida. Sua lógica era perfeita. Mas, no que se refere a seus insights, ele era cego.
      É como um homem cego pensando a respeito da luz – é certo que será impossível. Como pode um cego pensar a respeito da luz? (...)
      Os Sufis acreditam no ver. Ver é fácil; pensar é difícil. Se você tiver ouvidos, saberá o que é música, mas se não tiver ouvidos, como poderá pensar a respeito de música? De que maneira? É impossível. Não existe maneira de comunicar a você o que é música. Se você tem olhos, você conhece as cores e a beleza de um arco-iris. Mas se você não tiver olhos, nem mesmo o maior dos poetas poderá lhe dar uma idéia do que é um arco-iris, é impossível.
      Os Sufis não acreditam no pensar: eles acreditam no ver.
      Você deve ter ouvido o famoso ditado: ver é crer. É exatamente isto o que os Sufis dizem: ver é crer.
      Um famoso ditado Sufi diz: aquele que conhece os outros, é erudito; aquele que conhece a si é sábio. Ser erudito é fácil, para ser sábio tem que ter vísceras, coragem. Por que? Por que no mundo é preciso ser corajoso para conhecer a si? Existem razões.  
      A primeira razão é: existe um medo de que se você mergulhar em si mesmo, poderá não encontrar alguém lá...E de certa maneira este medo está certo. Você não vai mesmo encontrar alguém lá. Esta apreensão está certa.
      Se o Naresh entrar em si, não vai encontrar o Naresh lá. Se a Astha entrar em si, ela não vai encontrar Astha lá. O mesmo com a Sudha e com o Viyogi. Alguma coisa vai ser encontrada lá, mas é algo que não se define, é algo que não se expressa em palavras. E este algo não é sua posse; este algo é tanto seu quanto é de todo mundo.
      Você encontrará algo, mas será o centro universal. Você não encontrará qualquer indivíduo lá, nenhum ego será encontrado. Por isto, o medo. Você irá desaparecer. No autoconhecimento você irá desaparecer completamente. Por isto as pessoas conversam a respeito dele, perguntam a respeito dele, lêm livros a respeito, mas nunca entram. Um medo inconsciente impede 
seu caminho. 

Adventure
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      E o homem moderno particularmente tem muito mais medo. O homem moderno é freqüentemente levado ao desespero porque ele tem medo de que o Ser não exista em definitivo ou que ele seja uma máquina nazista, um robot Skineriano, uma barata Kafkiana, um rinoceronte de Ionesco ou uma paixão inútil Sartreana. Todos esses medos explodiram na mente moderna.
      Quem sabe? Quando você mergulhar em si, poderá encontrar a barata Kafkiana. Existe uma parábola de Kafka:
      Certa manhã ele acordou e descobriu que era uma barata. Deve ser um sonho, ele deve ter acordado dentro de um sonho. E não era apenas isto, a barata estava de pernas para o ar, e ele conseguia ver aquelas pernas se movendo no ar, e ele não conseguia se virar para posição certa, ele estava de costas. E você pode imaginar... a miséria do homem, a agonia e a náusea. E ele tentava arduamente, mas parece que não havia jeito de se virar. Uma grande barata ocupando toda a cama.
      O homem moderno tem ainda mais medo. Quem sabe no que você vai tropeçar quando mergulhar em si? Pesadelos, monstros... Quem sabe o que está lá dentro? Por que abrir a caixa de Pandora? Mantenha-a firmemente fechada e sente-se em cima. Isto é o que todo mundo está fazendo. E, sob certo sentido, o medo está certo – mas somente sob certo sentido.
      No começo você encontrará baratas, rinocerontes, répteis e todo tipo de coisas horríveis – porque estas são as coisas que você esteve reprimindo em si mesmo, estas são as coisas que você não permitiu. Você reprimiu a raiva, o ciúme, a possessividade, o ódio. Você reprimiu a violência e o assassinato. Todas estas coisas estão ali. Esta é a barata que está dentro de você. A violência tornou-se uma perna, a possessividade tornou-se outra e o ciúme uma outra mais...
      Quando mergulhar dentro de si, você terá que encarar tudo isto. Naturalmente, esta não é a história toda. Se você puder encarar a barata, se você puder ir cada vez mais fundo, sem qualquer medo, e observar tudo o que estiver acontecendo, e lembrando-se que ‘eu sou apenas um observador, uma testemunha a tudo isto. Eu não posso ser a barata porque eu posso ver...’ o que você consegue ver não é você.
      Guarde isto como uma chave, uma lembrança constante: tudo o que você vê, não é você. Você vê a raiva? Então você não é ela. Você vê a fome? Então você não é ela. Você vê a sexualidade? Então você não é ela. Você é aquele que testemunha tudo isto. Lembre-se da testemunha e, pouco a pouco, todas as baratas desaparecerão, assim como todos os rinocerontes e tudo o mais que é feio.
      O testemunhar é um fenômeno tamanho que dissolve tudo que é feio. Pouco a pouco, somente a testemunha permanece. Mas esta testemunha não será você; ela é Deus. Esta testemunha não pode ser confinada em um Eu – ela é puro ser.
      Há poucos dias eu lhes disse que existem duas inscrições gravadas no templo de Apolo em Delfos: ‘Conheça-te a ti mesmo’ e ‘Nada em excesso’. Há uma relação entre estas admonições. O homem era aconselhado a conhecer a si mesmo, e no seu conhecer ele deveria evitar extremos. Quais são os extremos?
      Dois são os extremos: o inferno e o céu, as baratas feias e as lindas borboletas. Você tem que permanecer uma testemunha de ambas. Você não é nem a barata nem a borboleta com cores psicodélicas. Nem isto nem aquilo – neti neti. Você é apenas o observador, o espelho que reflete a barata e que reflete a borboleta.
      De acordo com os sacerdotes de Delfos, um extremo era a tentativa de ir além de sua finitude, agir como se fosse infinito. Isto acontece. Se você for para dentro, ou começa a sentir que é alguma coisa como uma criatura do inferno, ou começa a sentir que você é um anjo, uma criatura celestial. Mas em ambos os casos você novamente criou um ego. Evite os extremos, porque o ego consegue existir apenas com os extremos. Ele morre no meio. O meio dourado é a sepultura do ego.
    Os gregos costumavam chamar estes extermos de hybris. Este termo designava os extremos e quer dizer: uma afronta contra a natureza das coisas. Não comece a pensar que você é celestial, que você é um mensageiro de Deus, que você foi especialmente enviado ao mundo para entregar a última mensagem, que você é o filho de Deus, que você é o único mensageiro, o único verdadeiro, o único Mestre, o único Mestre perfeito... Evite estas tolices. Deus vem através de muitos caminhos, e suas mensagens continuam filtrando no mundo. Não apenas através de Jesus, Buda e Maomé. Mesmo quando um cuco canta, ele é a mensagem de Deus. E Jesus não é o único filho de Deus, caso contrário, todo o resto do mundo seria órfão.
      Cada árvore, cada animal, cada pássaro é tão filho de Deus quanto qualquer um outro. Não que somente Maomé seja o profeta – os rios e as montanhas, todos eles são seus mensageiros e seus profetas. Sua mensagem continua sendo derramada em todos os lugares, em todos os nichos, em todos os cantos. Assim, não entre nessa idéia, senão o ego entrará por detrás da porta, e irá criar problemas para você novamente. E você terá perdido o autoconhecimento.
      Os gregos têm uma palavra especial para isto – eles chamam isto de hybris. O outro extremo é a tentativa de agir como se o indivíduo não fosse um membro da sociedade, tornando-se um monge, entrando na solitude. Você é parte da sociedade, você nasceu na sociedade, você vive em sociedade. A consciência social é como um oceano para você – você é um peixe neste oceano. Você não consegue viver sem ele. E aqueles que tentam viver sem a sociedade quase sempre se tornam pervertidos. Sim, de vez em quando é bom descansar por uns dias num retiro nas montanhas, só para um descanso, mas você tem que voltar para o mundo. Sim, é bom meditar por algumas horas, mas depois você tem que voltar para o mundo. Não se torne um monge. Não comece a pensar que você está separado, porque o autoconhecimento não pode ser alcançado na separação. Ele é alcançado na união. 

We are the world
Osho Zen Tarot
      E a união mais íntima possível é com outra pessoa. Como você pode estar em comunhão com as árvores se você não consegue estar em comunhão com pessoas? Como você pode estar em comunhão com as pedras se você não consegue estar em comunhão nem mesmo com seu amado ou sua amada? Isto é absurdo! Toda esta idéia é absurda. Um homem está dizendo, ‘Eu estou deixando minha esposa e minhas crianças porque elas são uma prisão para mim e eu estou indo para as montanhas, para estar em comunhão com as montanhas.’ O que ele está falando é besteira. Não será possível para ele estar em comunhão com as montanhas, pois elas falam uma linguagem, totalmente diferente. Elas estão muito atrás da consciência humana. Para se relacionar com elas você terá que se tornar uma montanha – somente então você conseguirá se relacionar.
      Se você não consegue se relacionar com seres humanos que são tão evoluídos como você, que pertencem ao mesmo mundo de linguagem, que pertencem ao mesmo nível de vida, você não conseguirá se relacionar com ninguém mais, em lugar algum. Não seja tolo. 
      Os gregos foram muito específicos a respeito destes dois extremos. Aquele que vivia fora da sociedade era chamado de um ser privado. Eles tinham uma palavra bonita para isto, eles chamavam a pessoa de idios. É desta palavra que surgiu ‘idiota’. Idios era o nome para tal ser. Se você fosse de verdade para fora da sociedade, então se tornaria um idiota. Esta é a minha observação.
      Eu tenho visto pessoas vivendo anos e anos nas montanhas e elas se tornam idiotas. Elas têm que se tornar idiotas, pois lá não há qualquer desafio, nenhum ser humano para provocá-las, nenhum desafio humano para aguçar suas inteligências. É muito provável que elas se tornem idiotas. O crescimento não é possível lá.
      Elas podem viver num silêncio, mas o silêncio será das montanhas, não é uma realização delas. A não ser que você consiga viver o silêncio na praça do mercado, ele não será uma realização sua. Ao retornar do Himalaia você, de repente, ficará chocado, pois continuará sendo a mesma pessoa que era antes de ter ido para lá, talvez você esteja até pior. Você não será capaz de tolerar o barulho, o tumulto do mundo. Que tipo de realização é esta? Em lugar de se tornar mais capaz, mais integrado, você terá se desintegrado, terá se enfraquecido. Você não ganhou força.
      ‘Conheça-te a ti mesmo’, mas nesse seu conhecer, não se torne um híbrido ou um idiota! O ego fica inflado – ‘Eu sou uma alma’, ‘Eu sou infinito’, ‘Eu sou eterno’, ‘Eu sou isto e aquilo’... Se o eu continua presente, então você nada é. Quando o Eu se vai, então sim, Deus está, a imortalidade está, mas nada disso você pode possuir, nada disso você pode guardar em seu caixa-forte. E isto nada tem a ver com você! Isto pertence à existência. E você também pertence à existência.
      Este é o primeiro extremo a ser evitado.
      E o segundo extremo é: não se torne um idiota. Não comece a escapar das pessoas, porque todo crescimento está ali com as pessoas, relacionando-se com as pessoas, aceitando os desafios e respondendo a tais desafios.
      Autoconhecimento é um conceito muito estranho, e você precisa compreendê-lo, porque este é todo o trabalho de um Sufi: como conhecer a si mesmo. A expressão ‘si mesmo’ é uma contradição em termos, porque no conhecimento pelo menos duas coisas são necessárias: o sujeito que conhece e o objeto que está sendo conhecido. E no autoconhecimento não existem duas coisas, mas apenas uma. Como chamar isto de autoconhecimento? Quem é o sujeito que conhece e quem é o objeto que é conhecido? A palavra tem que ser usada porque nós não temos outra melhor para isto. Mas ela tem que ser usada muito conscientemente, sabendo que ela não significa extamente o que ela diz.
      Autoconhecimento é um tipo de conhecer, mas não de conhecimento.É um tipo de consciência, luminosidade, mas não conhecimento. Ele não pode ser conhecimento porque isto requer duas coisas.
      Este problema de autoconhecimento foi resumidamente e metaforicamente declarado por Simone de Beauvoir. Ela diz, ‘É fácil dizer: Eu sou Eu. Mas, quem sou Eu? Onde encontrar a mim? Eu teria que estar do outro lado de todas as portas. Mas quando sou eu quem bate na porta, o outro, do outro lado, se torna silencioso. Para conhecer o ser, o ser deve estar em ambos os lados de uma mesma porta. Mas quando o ser que bate é o sujeito que conhece e está de um lado da porta, não há ninguém do outro lado da porta para abri-la. E quando existe um ser do outro lado, do lado do objeto que está sendo conhecido, para abrir a porta, não há ninguém do lado do sujeito que conhece para bater na porta! Então, o que se deve fazer?’
      Entendeu? Se você é o sujeito que conhece, então quem estará ali para ser o objeto conhecido? E se você é o objeto conhecido, quem estará ali como sujeito para conhecer? Isto é o que Beauvoir quer dizer, que você tem que estar de ambos os lados da porta. Por exemplo, se você está batendo na porta e você é o único ali, não haverá   ninguém do lado de dentro para responder à sua batida. Se você está do lado de dentro da porta e pronto para abri-la, então não haverá ninguém do lado de fora para bater nela. Você terá que estar em ambos os lados. Só assim haverá alguma comunicação e algum conhecimento.
      Isto é impossível. Como você pode estar nos dois lados da porta? Isto parece mais um koan Zen, e é. Este é o koan   básico. A partir deste koan, milhares de outros koans foram criados. Então, o que se deve fazer?
      Alguém dirá: ‘continue batendo!’ Este é o caminho da vontade. ‘Continue batendo!’ Jesus disse: Peça e lhe será dado. Bata e a porta lhe será aberta. Procure e você encontrará.
      Esta é uma resposta: Continue batendo... persevere, seja paciente. Não se sinta frustrado se a porta não está abrindo. Continue batendo, continue batendo...Um dia a porta se abrirá. Esta é uma resposta.
      A outra resposta é: ‘Pare de bater e espere!’ Este é o caminho da entrega, da devoção, do amor, da prece. O primeiro é o caminho do iogue que funciona através do poder da vontade. O segundo é o caminho do devoto que entrega e espera, confia e ora.
      Mas eu lhe digo: Olhe... Não existe nenhuma porta para bater e ninguém para bater nela. E mais, a porta está aberta. Ela tem estado aberta por todo o tempo, desde o começo. E não existe nenhum ser para ser conhecido e nenhum autoconhecimento. Conhecer, naturalmente, existe, mas nada como autoconhecimento.
      Isto foi o que a grande mística Rabia disse para Hasan:
      Hassan costumava orar todos os dias diante do mosteiro, sentando-se na rua. E ele chorava em prantos, olhava para o céu e dizia, ‘Deus, abra a porta! Eu tenho esperado há tanto tempo. Não foi o suficiente? Terei eu que passar por mais testes? Você ainda não me testou o suficiente? Abra a porta! Eu estou chorando. Eu estou em prantos. Eu estou gritando – abra a porta!’
      Esta era a sua constante prece, toda manhã e toda tarde. Onde quer que estivesse, ele ia ao mosteiro, sentava-se na rua e orava.
      Rabia estava passando um dia. Ela bateu na cabeça do Hassan e disse, ‘Que tolice você está falando? A porta está aberta! Mas você está tão absorvido em seus gritos ‘Abra a porta! Escute-me, Senhor. Por que você não abre a porta?’ Você está tão ocupado com essas tolices, que você não consegue ver que a porta está aberta. Ela sempre esteve aberta’.
      Eu concordo com Rabia... Tudo está disponível. Você não precisa lutar. Você nem mesmo precisa se entregar. Porque a entrega é a polaridade oposta à luta. Você tem apenas que estar no meio. Tem que estar no estado de não-fazer, nem lutar nem se entregar. E de repente você será capaz de ver que a porta está aberta. Você nunca foi a   nenhum outro lugar. Você sempre esteve aqui. Onde mais você poderia ir? Estar dentro é a sua natureza. E então tudo é revelado como um relâmpago. De repente a escuridão desaparece e tudo é luz.
      Mas não existe ser algum para ser encontrado. O conhecer acontece, mas não um autoconhecimento. Por isto o medo. Lá, bem no fundo, em algum lugar no inconsciente, você sabe perfeitamente bem que ‘Se eu for para dentro, eu não encontrarei a mim mesmo. É melhor não ir para dentro, assim poderei continuar acreditando que ‘Eu sou!’
      Este ‘Eu’ é a única barreira. Este ‘Eu’ é a única ignorância. Este ‘Eu’ é o único pecado.
                                             
OSHO – The Perfect Master – vol. II – Capítulo 1
                                             Tradução: Sw. Bodhi Champak

Fonte:http://www.oshobrasil.com.br/conexaotexto46.htm



 OSHO SOBRE O ISLÃ


Fonte/Source: Osho on Islam by  Defeat The Third Jihad

Nota do Blog:
Eu sei que existe muita polêmica sobre o Osho, não precisa me dizer…  A ideia aqui é simplemente mostrar a você o que ele disse sobre o Islã, nada mais.

Para aqueles de nós que estudam o Islã, esta é uma crítica muito suave, mas vinda do Osho, é severa e áspera...” — Defeat The Third Jihad.
Então, vamos ver o que ele disse.
OSHO SOBRE O ISLÃ


21 de Junho de 2010
Meu filho de 27 anos veio me visitar. Esteve aqui por uma semana. Claro, falei um pouco sobre a supremacia Islâmica, — aos 27 (e do sul da Califórnia), — meu filho estava tentando encontrar um motivo para não acreditar. Eu podia perceber pelas suas respostas o que ele estava pensando: “Isso não pode ser verdade, papai deve estar exagerando ou lendo apenas uma pequena fonte de informação ou algo assim.
Uma noite, enquanto conversávamos, pegou o meu notebook e me perguntou: “Como você soletra Muhammad?” E então, “como você soletra Alcorão?” (Qur’an em Inglês). Eu não sabia o que ele estava fazendo, e aí pensei: “Vou ser condenado.”
Ele estava olhando o site do Osho. É um grande fã do Osho, um professor espiritual da Índia que escreve sobre todas as religiões, revelando a natureza espiritual compartilhada, universal, no centro de cada religião (ou como descobrimos, de quase todas as religiões).
Meu filho supôs que se o Osho escreveu um livro sobre cada religião (e elogiou os ensinamentos centrais de cada um deles), logo o Osho deve ter escrito algo sobre o Islã, e o meu filho iria lê-lo para entender “o outro lado da história.” Mas o que ele descobriu foi que Osho não escreveu sobre o Islã, e não só isso, explicou por que não o fez.
Para aqueles de nós que estudam o Islã, esta é uma crítica muito suave, mas vinda do Osho, é severa e áspera, e impressionou o meu filho.
Eis aqui o que Osho disse:
Maomé (Muhammad) era um homem absolutamente analfabeto, e o Alcorão, no qual seus ditos são coletados, é noventa e nove por cento lixo. Você pode simplesmente abrir o livro em qualquer lugar e lê-lo, e você ficará convencido do que estou dizendo. Eu não estou falando de uma determinada página — em qualquer lugar. Basta abrir o livro acidentalmente, ler a página e você estará convencido do que estou dizendo.
Qualquer verdade encontrada nesse um por cento, que existe aqui e ali no Alcorão, não é de Maomé. É apenas uma sabedoria antiga e comum que as pessoas sem instrução coletam facilmente — mais facilmente do que as pessoas educadas, porque as pessoas instruídas têm fontes de informação muito melhores — livros, bibliotecas, universidades, eruditos. Os ignorantes, simplesmente ouvindo os antigos, recolhem algumas palavras de sabedoria aqui e ali. E essas palavras são significativas, porque durante milhares de anos elas foram testadas e estabelecidas de alguma forma como verdadeiras. Assim é a sabedoria dos séculos que está espalhada aqui e ali; de qualquer forma, é possivelmente o livro mais ordinário do mundo.
Os Muçulmanos têm me perguntado: “Por que você não fala sobre o Alcorão? Você falou sobre a Bíblia, sobre o Gita entre outros”. Eu não poderia dizer-lhes que é um lixo; simplesmente continuei adiando. Mesmo antes de eu entrar em silêncio, um estudioso Muçulmano enviou a última versão em Inglês do Alcorão, rezando por um comentário meu. Mas agora tenho que dizer que é um lixo, é por isso que eu não falei sobre ele — perder tempo desnecessariamente pra quê?
Da inconsciência à consciência —Capítulo 5 — por Osho


Fonte:https://tiaocazeiro.wordpress.com/2017/03/20/osho-sobre-o-islam/