FERNANDO BOTERO : PINTURA E ESCULTURA COMO UMA CRÍTICA SOCIAL




Fernando Botero (Medellín, 19 de abril de 1932) é um pintor e escultor colombiano.Universal arte ícone, um extenso trabalho é reconhecido por crianças e adultos em todos os lugares. É considerado o artista vivo originalmente a partir de hoje mais reconhecido e citado no mundo da América Latina.
Suas obras destacam-se sobretudo por figuras rotundas, o que pode sugerir a estaticidade da humanidade. Percebe-se a sua escultura como uma crítica social, especialmente no que diz respeito à ganância do ser humano.

Nos anos 50 ele estudou em Madrid, onde acrescentou os mestres espanhóis a seu interesse por arte pré-colombiana, colonial espanhola e pelos temas políticos do muralista mexicano Diego Rivera.
Sua primeira exposição foi em 1951, em Bogotá, mas a sua formação teve início em 1953, quando ingressou na Academia de San Marco, em Florença, para estudar técnicas de afresco e assimilou algo da arte renascentista.
Botero, em intertextualidade com a famosa obra de Jan van Eyck, O Casal Arnolfini, criou a sua releitura do quadro, com formas redondas, assim como fez com a famosa Mona Lisa de Leonardo da Vinci. Botero é um homem muito famoso e ídolo de artistas que hoje mesmo são também famosos.

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Escultura de Botero em Bogotá.


Fernando Botero Fernando Botero nasce em 1932. Botero foi expulso do colégio e perde sua bolsa de estudos por escrever um artigo: “Picasso e o conformismo na arte e na vida”. Quando questionando sobre porquê de pintar pessoas gordas, mas todas outras coisas também o são e diz serem dirigidas pela realidade, mas não a transmitem. O pintor ressalta que usa essa técnica para enfatizar a transformação ou deformação, transformando a realidade em arte. Esse exagero repetitivo torna uma deformação uma regra, que depois se transforma em estilo, visando acentuar a sensualidade das imagens. O volume deixa claro sua predileção formal pelos valores plásticos de arte clássica. Apesar dessa rudeza de tamanhos, se estilo expansivo retira de seus desenhos tal crueldade e extremismo, sendo o volume exagerado à mágica que transforma a vida e o mundo em realidade flutuante que possa ser, dá leveza às suas formas: “gordas”. O pintor diz que tal inquietude é apenas inquietude estética, com grande paixão por formas e cores. Para ele, beleza é perfeição formal no que diz respeito à composição formal, cor e técnica. Botero também rejeita a sombra, pois alega que a plasticidade de suas obras é criada através da cor. A pintura figurativa foi também um estilo seu inconfundível, apesar de estar numa época dominada pela abstração.

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Fernando Botero.


Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Botero



Botero, o pintor de gordos




Fernando Bolero nasceu em Michelin, na Colômbia,
a 19 de abril de 1932.

“Não, eu não pinto pessoas gordas” Esta era a resposta recorrente de Botero à pergunta: porque pinta Botero pessoas gordas? As figuras anafadas, gordas, desajeitadas, num estilo propositadamente naif, são a marca indelével da arte de Botero: uma mistura da cultura contemporânea da Colômbia e a inspiração nas tradições artísticas ocidentais, através de obras de mestres clássicos como Francisco Gota, Diego Velásquez e Piro delia Francesca.



As figuras inchadas e grotescas de Botero, indiciam uma critica aos rituais da classe burguesa colonial, num equilíbrio entre a arte, a politica (no México estudou os murais políticos de Rivera e Orozco), a critica social e o humor.

Tudo nos quadros de Botero é volumoso. A deformação das figuras manifesta sempre um desejo de acentuar a sua sensualidade. Botero gosta de sublinhar que a deformação na arte tem uma longa tradição histórica; Giotto, Rafael, El Greco, Rubens, Picasso e tantos outros deformaram a realidade para formular algo diferente. Botero, a propósito da sensualidade disse um dia: “É importante saber de onde provém o prazer de contemplar um quadro. Para mim, é a alegria de viver combinada com a sensualidade das formas. É por isso que o meu problema é criar sensualidade através da forma.”

Ainda como curiosidade, Botero pinta sem sombras porque diz que as mesmas “sujam as cores”.

Fernando Botero é hoje, o mais famoso artista da Colômbia e dos nomes mais sonantes do mundo da arte.

Desde o início da década de 1970, Botero divide o seu tempo entre Paris, Madrid e Michelin.











Fonte:http://www.artefemerides.com/2011/04/botero-o-pintor-de-gordos.html


"A arte vive um momento deplorável", afirma o pintor colombiano Fernando Botero.


Fernando Botero, pintor
colombiano (Foto: Reprodução)


De atores de circo e donas de casa a ditadores e vítimas de tortura, os personagens nos quadros de Fernando Botero são sempre gordos, dóceis, desajeitados e quase grandes demais para caber no mundo em que habitam.
Pintor dos gordinhos, Botero tem obras à venda em galeria de SP
Botero parece viver num universo tão singular quanto o que inventou, de disciplina monástica em relação ao trabalho e consciente de ter criado um "estilo inconfundível".
Em suas séries mais recentes, ele deu o mesmo tratamento rechonchudo a temas como as mazelas de Cristo, a violência na Colômbia sob o comando do narcotráfico e a tortura de prisioneiros por soldados americanos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
Numa pausa do trabalho em pleno sábado, ele falou à Folha por telefone de seu ateliê em Mônaco. Leia trechos da entrevista.
Por que o sr. retrata só personagens gordos?
Fernando Botero - Não pinto só figuras volumosas. O que me interessa é o volume. Essas formas são sensuais, não é um comentário sobre pessoas magras ou gordas. Antes, a pintura era plana e, no Renascimento, artistas como [o italiano] Giotto souberam dar volume às figuras. É a exaltação do volume que sempre me seduziu, é essa crença na sensualidade.

Mas personagens com essas feições estão em todas as suas telas. Não há certo exagero?
Toda a pintura é exagerada. A paisagem cinzenta que Van Gogh via aparece avermelhada, azulada em seus quadros. Michelangelo e Matisse também exageraram.

Seus gordinhos, então, são uma questão de estilo?
É uma mistura de coisas. Tenho interesse pela arte pré-colombiana, mas minha formação é europeia. É um coquetel de coisas que acaba traduzido e sublimado na minha pintura. Um estilo não passa de uma reflexão sobre a excelência, e acredito que inventei um estilo inconfundível, que nasce das minhas convicções e meu respeito pela arte de formas clássicas.

Suas influências mais marcantes são artistas clássicos, e o sr. já afirmou que a arte se desintegrou depois de Picasso. Como vê a arte hoje?
Digamos que o problema é uma falta de estrutura. Disseram tanto ao Picasso que ele era um gênio que ele começou a fazer quadros sem estrutura. No final de sua vida, sua obra era um caos total, com uma técnica deplorável.
A verdade é que hoje a arte se baseia em ideias superficiais, artistas estão mais interessados em chocar do que em criar obras com qualquer senso de estrutura. Não é um momento glorioso na evolução das artes visuais. Acredito que a arte viva agora um momento deplorável.

É por isso que o sr. desistiu de patrocinar o tradicional prêmio a jovens artistas que levava seu nome na Colômbia?
Sei que essa foi uma decisão polêmica, mas o júri havia dado o prêmio máximo a um vídeo, que era talvez o primeiro que aquele artista havia feito na vida. Não gostei das obras, nada me interessou, então achei que já não valeria mais a pena patrocinar esse tipo de coisa.
Vi que os jurados premiam coisas absurdas, como se morressem de medo do fim das vanguardas artísticas.

Como lida com seu sucesso comercial? Costuma acompanhar os resultados dos leilões?
Não gosto de leilões porque criaram um gueto para artistas latino-americanos. Gostaria de estar nos leilões com os artistas do resto do mundo, já que tenho obras espalhadas por todo o planeta. Arte é universal, não deve estar identificada por regiões. Ser classificado como latino é ocupar uma categoria inferior, e não me considero inferior a ninguém.



"Toureiro", de Fernando Botero
"Toureiro", de Fernando Botero

Colombiano Botero defende que pintura
deve buscar o lado positivo da vida

O artista plástico Fernando Botero ao lado de uma de sua obras em museu de Medelín, na Colômbia (1/04/12)
O artista plástico Fernando Botero ao lado
de uma de sua obras em museu de Medelín,
na Colômbia (1/04/12)


Para o artista colombiano Fernando Botero, a pintura deve buscar o lado positivo. "Os pintores sempre trabalham a exaltação da vida", ressalta ele.
Botero deu uma entrevista à Agência EFE por ocasião da mostra de retrospectiva de sua obra, que pode ser visitada a partir de terça-feira (9), no Museu de Belas Artes de Bilbao, na Espanha, com 79 pinturas e uma escultura de sua coleção particular.

Pergunta - Sessenta e cinco anos pintando. Como seu estilo evoluiu, porque inclusive teve uma época na qual pintava figuras abstratas?
Fernando Botero - Sim, assim como El Greco e Picasso. Tive minha fase, em que a pintura de Picasso me impressionou muito, era muito jovem, mas são influências normais. Depois cultivei o volume, mas sente-se uma evolução, não uma mudança no estilo. El Greco e Boticelli pintaram "grecos" e "boticellis" a vida toda. O único que teve o talento de pintar em vários estilos foi Picasso, mas isso não é o normal.


Botero: "Pintores sempre trabalham a exaltação da vida"

 
O senhor sempre diz que não pinta gordas, que o que importa é o volume.
Disse isso muitas vezes: não pintei uma única gorda em minha vida. Expressei o volume, busquei dar protagonismo ao volume, torná-lo mais plástico, mais monumental, quase uma comida, por assim dizer, arte comestível. A arte deve ser sensual, digo nesse sentido.

Também predominam os temas afetivos...
Sim, minha pintura é sobre temas afetivos, porque a pintura foi fundada sobre temas afetivos. Vê-se que os pintores trabalharam a exaltação da vida, em meio a grandes tragédias. Por exemplo, o impressionismo: quem já viu um quadro impressionista deprimente? E isso entre guerras e tragédias, mas a pintura mantinha uma atitude positiva perante a vida. Hoje em dia é diferente. A arte mudou rumo a uma postura de produzir um escândalo, um "choque". Tradicionalmente, não era o que se fazia.

Parece que a arte de hoje não o convence muito.
Não se pode substituir a pintura por coisas que têm a ver mais com a televisão, como o vídeo, ou com o teatro - como as instalações. Pintura é pintar sobre uma superfície plana para expressar algo com formas, e existirá sempre. Os outros são outra coisa.

Falando de arte moderna, estamos em Bilbao ao lado do Museu Guggenheim de Frank Ghery, mas suas obras estão expostas no clássico de Belas Artes.
O Guggenheim me impressiona muitíssimo como arquitetura, mas esse museu (o de Belas Artes), como todo museu, é um lugar neutro, minimalista, sem outra pretensão que não seja a de mostrar a pintura, sem distrações.

O afeto predomina em sua arte, mas de vez em quando você presta um serviço social e pinta quadros sobre a tortura. Acredita que a atual crise europeia pode ser uma fonte de inspiração?
A situação na Europa não é retratável: tem mais a ver com números do que com outra coisa. A tortura era um caso muito especial que merecia que a pintura se encarregasse dela.

Quando um tema o fascina --as touradas, o circo, a igreja--, você pinta sobre ele durante um certo tempo. Há algum tema que o inspire agora?
Não, não trabalho em nenhuma série, nem sempre há esse entusiasmo por um tema. O último foi o da Via Sacra. Agora estou voltando aos temas eternos da pintura, às naturezas mortas, aos personagens.

Os touros foram um desses temas inspiradores. O que pensa da proibição das touradas na Catalunha e em Bogotá?
Acho muito ruim, porque todos têm direito a ter uma diversão. Não é a única coisa cruel no mundo: a caça e a pesca são cruéis. As pessoas que comem lagostas e as jogam na panela também são cruéis, mas ninguém diz nada. É preciso inventar um comitê em defesa das lagostas.



Fonte:http://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2012/10/08


Escultura de Fernando Botero lidera leilão

de arte da América Latina em NY

 
 

Escultura "Cavalo", de Fernando BoteroEscultura "Cavalo", de Fernando Botero

A escultura "Cavalo", bronze do artista colombiano Fernando Botero, foi a peça mais cara no leilão de arte latino-americana realizado na terça (21) pela casa Christie's, que também registrou um recorde para o artista cubano Tomás Sánchez.

Entre artistas brasileiros, a obra mais valorizada foi "Jogos de Carretéis I" (1957), de Iberê Camargo, vendida por 422,5 mil dólares - recorde para o artista, com cerca do triplo da estimativa prévia ao leilão, que era de 120 a 180 mil dólares.
A obra de Botero, feita em 1999 e coberta por pátina marrom, foi arrematada por 938,5 mil dólares. A tela "Buscador de Paisajes" (2005), de Sánchez, saiu por 626,5 mil dólares, segundo a Christie's. Virgilio Garza, chefe de arte latino-americana da empresa, disse que o leilão de terça reflete o "mercado enérgico e seletivo" da arte latino-americana.
Havia 79 obras em oferta, das quais 61 foram vendidas, por um total de 13,6 milhões de dólares. "Freira Comendo Uma Maçã", tela pintada por Botero em 1981, e descrita pela Christie's como uma peculiar representação do pecado original, foi vendida por 602,5 mil dólares.
A robusta religiosa aparece na tela segurando uma Bíblia na mão esquerda, e o fruto proibido na direita. "A maçã pode representar a tentação", explicou Garza. "Parece quase que ela está sendo flagrada, com seus olhos fitando para fora do quadro."
A obra de Sánchez mostra um homem minúsculo contemplando uma enorme floresta. Entre as copas das árvores, veem-se um riacho e uma nesga de céu azul. Ao fundo, uma faixa rosa irrompe entre a folhagem.
"Tres Personajes en un Interior" (1970), óleo e areia sobre tela de Rufino Tamayo, foi outro destaque do leilão, alcançando 698,5 mil dólares.
O "Retrato de Linda Christian" (1947), de Diego Rivera, foi vendido por 578,5 mil dólares. A obra foi pintada um ano antes que essa atriz de Hollywood se casasse com Tyrone Power e contracenasse com Johnny Weissmuller no último filme dele como o personagem Tarzan. Christian, que nasceu no México, morreu no ano passado.
Outros recordes foram para obras da cubana Carmen Herrera ("Amarillo 2", de 1971, escultura em acrílico sobre madeira em relevo, por 170,5 mil dólares) e da colombiana Olga de Amaral ("Montana", tapeçaria de 1998, por 103,3 mil dólares).

Fonte:http://entretenimento.uol.com.br/noticias/reuters/2012/11/21/


OBRAS




Vida y obra del maestro Fernando Botero











Monalisa de Botero



Depois de Velázquez-Fernando Botero

Depois de Velázquez



Depois de Piero della Francesca-Fernando Botero

Depois de Piero della Francesca



Depois de Piero della Francesca-Fernando Botero

Depois de Piero della Francesca



A Thief-Fernando Botero

Um Ladrão



A Thief2-Fernando Botero

Um ladrão 2



A Família-Fernando Botero

A Família



Amalia-Fernando Botero

Amalia




A Couple-Fernando Botero

A Couple



Caridade-Fernando Botero

Caridade



Colombiana-Fernando Botero

Colombiana



Uma Familia - Fernando Botero

Uma Família




The Beach - Fernando Botero

A Praia



Perros - Fernando Botero

Cães



Man And Woman - Fernando Botero

Homem e Mulher



O Homem e a Mulher-Fernando Botero

O Homem e a Mulher



Família colombiana-Fernando Botero

Família Colombiana



El Arrastre - Fernando Botero

Arrastando



El Conquistador - Fernando Botero

O Conquistador



Mademoiselle Riviere - Fernando Botero

Mademoiselle Riviere



Flowers - Fernando Botero

Flores


Fonte:http://imagemauwe.blogspot.com.br/2013/02/obra-de-fernando-botero.html